Manaus, Domingo, 20 de setembro de 2026
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Lagarto de chifres usa pressão ao redor dos olhos para lançar sangue

O Phrynosoma cornutum combina camuflagem, fuga, espinhos e uma defesa vascular que pode surpreender cães e coiotes.

O lagarto de chifres do Texas, Phrynosoma cornutum, pode lançar sangue pela região dos olhos quando enfrenta determinadas ameaças. O mecanismo envolve o aumento da pressão em uma área vascular ao redor dos olhos, e não o rompimento do globo ocular nem a produção de lágrimas vermelhas.

O animal é encontrado em áreas da América do Norte. Tem corpo achatado, coloração semelhante à do chão e projeções na cabeça. Essas características ajudam na camuflagem e dificultam a captura e a ingestão. A espécie também depende de locais adequados para se abrigar, regular a temperatura e encontrar alimento. O departamento de vida silvestre do Texas destaca ainda a importância das formigas em sua alimentação e os problemas associados à perda de habitat.

Defesa depende da ameaça

O sangue não aparece necessariamente como primeira reação. Conforme a ameaça, o lagarto pode permanecer imóvel, aproveitar a camuflagem, fugir ou assumir uma postura defensiva. O Animal Diversity Web, ligado à Universidade de Michigan, descreve diferenças entre situações: contra um predador que persegue, ficar parado pode ajudar; diante de um ataque de surpresa, escapar pode ser mais vantajoso.

As projeções do corpo acrescentam obstáculos à abordagem, enquanto algumas respostas mudam a silhueta do animal. O jato de sangue integra esse conjunto, mas depende de um mecanismo vascular e não ocorre em todo encontro.

Pressão vascular ao redor dos olhos

A descrição reunida pela Universidade de Michigan associa o fenômeno ao aumento de pressão no seio orbital, uma estrutura de circulação localizada nessa região. Com a pressão elevada, o sangue encontra uma passagem e é expelido. O processo envolve vasos e estruturas ao redor dos olhos.

A resposta é especialmente associada à defesa contra canídeos, grupo que inclui cães e coiotes. O contato com o sangue pode provocar rejeição e interromper a tentativa de captura. Ainda assim, a reação não é igual para todos os predadores. Aves e serpentes localizam, capturam e processam o alimento de formas diferentes.

O recurso mostra como a sobrevivência combina aparência, comportamento e funcionamento do corpo. A camuflagem reduz a chance de ser localizado; a fuga ou a imobilidade responde à aproximação; as projeções dificultam a captura; e o sangue pode interromper o ataque em determinadas condições.

Perseguir ou apertar o animal para provocar o fenômeno causa estresse e pode machucá-lo. A defesa deve ser compreendida em relação ao habitat e aos limites do animal, não transformada em uma demonstração para uma câmera.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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