A mancha branca que se espalha pelo Mar Menor, no litoral espanhol, está associada à formação de uma área submarina sem cobertura vegetal e à redução da diversidade de peixes. O fenômeno ocorre quando a elevação do pH favorece a formação de microcristais de calcita suspensos na água.
As partículas minerais deixam a coluna de água turva e formam uma camada que se desloca pela lagoa. No ponto de maior turbidez, a névoa bloqueia cerca de noventa e seis por cento dos raios solares. A baixa luminosidade impede a realização da fotossíntese e compromete organismos que dependem da luz.
As pradarias marinhas definham sob a escuridão prolongada, deixando partes do fundo sem cobertura vegetal. A destruição das plantas também elimina a vegetação que ajudava a fixar os sedimentos e fornecia abrigo para organismos aquáticos juvenis. A área central afetada já forma um deserto submarino de quase sete quilômetros quadrados.
Redução da fauna
Levantamentos biológicos registraram a queda do número de espécies na zona mais degradada: de vinte e uma observadas inicialmente para apenas três sobreviventes. Com o desaparecimento das pradarias, animais que dependiam desses ambientes deixam a região ou morrem por falta de recursos.
Peixes generalistas, capazes de tolerar águas turvas, passam a predominar no local. O processo reduz a diversidade e altera a estrutura da comunidade aquática.
Monitoramento e recuperação
Especialistas acompanham a propagação do sedimento mineral com imagens de satélite e coletas regulares. As informações são usadas para mapear a expansão da mancha e estudar as condições físicas relacionadas ao fenômeno.
A restauração depende da redução das fontes de desequilíbrio e do controle dos compostos químicos. Entre as medidas apontadas estão a proteção de áreas preservadas e a criação de condições para a regeneração biológica das zonas degradadas.







