Manaus, Sexta-feira, 18 de setembro de 2026
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Pepino-do-mar usa órgãos e tubos pegajosos para escapar de predadores

O equinodermo combina defesas químicas, alteração do corpo e regeneração para sobreviver mesmo com deslocamento lento e sem carapaça rígida.

Pepino-do-mar usa órgãos e tubos pegajosos para escapar de predadores

O pepino-do-mar tem pouca velocidade e não possui garras ou carapaça rígida, mas conta com estratégias de defesa que podem interromper o ataque de predadores. Dependendo da espécie, ele endurece ou amolece o corpo, procura abrigo, libera substâncias desagradáveis, lança estruturas pegajosas ou expulsa parte dos órgãos internos para depois regenerá-los.

Defesas que variam entre as espécies

Parente das estrelas e dos ouriços-do-mar, o pepino-do-mar é um equinodermo de corpo alongado, com parede muscular recoberta por pele e pequenas estruturas calcárias. Vive principalmente sobre ou dentro do sedimento e se desloca com pés ambulacrais.

A alimentação também ocorre de forma lenta. Muitos recolhem partículas orgânicas do fundo com tentáculos ao redor da boca; outros filtram material suspenso na água. Como não perseguem presas, processam sedimentos e devolvem nutrientes ao ambiente. Essa rotina os deixa expostos a peixes, crustáceos, estrelas-do-mar e outros predadores.

Quando o perigo se aproxima, algumas espécies contraem o corpo e buscam abrigo entre rochas ou no sedimento. A parede corporal também pode mudar de rigidez, dificultando a captura. Outras liberam compostos químicos que afastam determinados predadores.

Há ainda os túbulos de Cuvier, estruturas internas associadas ao sistema respiratório. Em espécies que possuem esses tubos, eles podem ser projetados pela abertura posterior e formar uma massa aderente sobre o agressor. O material pode imobilizar pequenas estruturas do atacante e criar tempo para a fuga.

Evisceração e regeneração

A evisceração é outra resposta possível, mas não ocorre em todos os pepinos-do-mar. Nesse processo, partes do sistema digestório e outros tecidos são expulsos pela boca ou pela abertura posterior, conforme o grupo. O material pode distrair o predador, reduzir o que ele consegue agarrar e acompanhar substâncias defensivas.

Lançar túbulos pegajosos não é o mesmo que perder o intestino. Além disso, a resposta pode surgir diante de estresse intenso, inclusive durante a manipulação humana. Tocar ou apertar o animal para provocar a defesa causa dano.

Depois da perda, a área lesionada se fecha e os tecidos restantes se reorganizam. Células mudam de função, proliferam e reconstroem partes do tubo digestório ao longo de dias ou semanas. O tempo depende da espécie, da temperatura, da alimentação, do tamanho do animal e da extensão do dano.

A regeneração exige energia. Durante o processo, o pepino-do-mar pode reduzir alimentação, crescimento ou reprodução. A defesa aumenta a chance de sobreviver a um ataque imediato, mas não torna o animal indestrutível.

Papel no fundo do mar

Pepinos-do-mar revolvem o sedimento, consomem matéria orgânica e liberam nutrientes que voltam a circular no ecossistema. A atividade modifica a química do fundo e pode beneficiar microrganismos e outros animais. Quando as populações são retiradas em excesso, esse serviço ecológico diminui.

A combinação entre química, tecidos ajustáveis e regeneração compensa a falta de velocidade, dentes ou armadura. Mesmo quase imóvel, o animal mantém recursos para enfrentar predadores e participa da manutenção do fundo marinho.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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