Manaus, Sexta-feira, 18 de setembro de 2026
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Eunice-gigante usa a areia para emboscar peixes no fundo do mar

O verme Eunice aphroditois mantém quase todo o corpo escondido e usa antenas e mandíbulas para capturar presas rapidamente.

Na superfície do fundo do mar, a eunice-gigante costuma deixar visíveis apenas as antenas e a região próxima da boca. O restante do corpo permanece protegido em areia, cascalho, fendas de recifes ou galerias entre pedras e corais. A espécie Eunice aphroditois pode atingir até cerca de 3 metros, embora exemplares desse tamanho sejam raros.

Esse animal é um poliqueta, grupo de vermes marinhos formado por muitos segmentos. Estruturas laterais chamadas parapódios auxiliam a locomoção e carregam cerdas. A anatomia comprida permite que o verme se mantenha recuado na toca, ancore partes do corpo no substrato e projete apenas a região anterior quando uma presa se aproxima. A descrição do Smithsonian Ocean cita até 10 pés, aproximadamente 3 metros, como medida possível para a espécie.

Emboscada sob o sedimento

As antenas ajudam a detectar contato, vibrações e substâncias dissolvidas na água. Quando um peixe ou outro animal passa diante da abertura, músculos da parte anterior impulsionam um bote. O aparelho mandibular se projeta, prende a presa e pode causar um corte grave, além de imobilizá-la. Em seguida, o verme recua e puxa o animal para a galeria.

O resultado do ataque varia conforme o tamanho da presa, o ângulo do golpe e o ponto atingido. Por isso, embora existam registros filmados de ataques fortes e o Smithsonian informe que algumas presas podem ser partidas, não é correto tratar todo bote como um corte ao meio. A função principal das mandíbulas é agarrar e dominar rapidamente.

Relatos de divulgação mencionam toxinas que poderiam ajudar a controlar ou iniciar a digestão da presa, mas os detalhes são menos estabelecidos do que a anatomia das mandíbulas e o comportamento observado. Eunicídeos têm secreções e estruturas capazes de ferir, sem evidência, nesse caso, de um mecanismo de inoculação semelhante ao de uma serpente.

Identificação e comportamento

Grandes eunicídeos podem chegar escondidos em rochas vivas de aquários e permanecer sem identificação por anos, consumindo peixes e invertebrados. Nem todo verme comprido encontrado em um tanque pertence à mesma espécie. A identificação depende de características como mandíbulas, antenas e cerdas, algo difícil quando o animal se rompe durante a retirada ou não sai inteiro da toca.

A eunice-gigante é um predador de emboscada associado a recifes e fundos tropicais. Peixes também podem reagir: pesquisadores registraram animais lançando jatos de água contra eunicídeos para expor ou afastar o predador. O comportamento pode alertar outros indivíduos sobre a entrada da galeria. Assim, o verme captura suas presas sem persegui-las em mar aberto, mantendo a maior parte do corpo escondida e usando a abertura da toca como ponto de ataque.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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