Manaus, Sexta-feira, 18 de setembro de 2026
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Como os camelos usados pelo Exército dos EUA desapareceram do sudoeste

O experimento levou animais ao Texas, testou o transporte em áreas secas e terminou após a Guerra Civil e mudanças nas prioridades militares.

Em 1856, o Exército dos Estados Unidos recebeu camelos no Texas para avaliar seu uso no transporte militar em regiões secas. Mulas enfrentavam dificuldades com a escassez de água, enquanto as cargas percorriam longas distâncias. A experiência mostrou que os camelos suportavam terrenos áridos e transportavam peso, mas não se tornou parte permanente da estrutura militar americana.

A compra dos animais

A proposta foi apoiada por Jefferson Davis, então secretário da Guerra. Em 1855, o Congresso destinou 30 mil dólares ao projeto, e o major Henry C. Wayne ficou responsável por pesquisar, comprar e testar os animais.

O tenente David Dixon Porter comandou o USS Supply em uma viagem pelo Mediterrâneo. A missão incluiu negociações para adquirir camelos, selas e conhecimento especializado. A primeira compra reuniu 33 animais no Egito e na Turquia, além de tratadores. Depois de nascimentos e uma morte durante a travessia, 34 camelos chegaram a Indianola, no Texas, em maio de 1856. Uma segunda viagem acrescentou mais 41 animais.

O grupo foi levado para Camp Verde. Os militares precisaram aprender a alimentar, conduzir e carregar os animais, além de reconhecer seus sinais de comportamento. Havia dromedários de uma corcova, camelos bactrianos de duas corcovas e um híbrido. A seleção levou em conta força, velocidade e resistência ao clima.

Testes em áreas secas

Em 1857, Edward Fitzgerald Beale liderou 25 camelos em uma expedição destinada a abrir uma estrada entre o Novo México e a Califórnia. Os animais transportaram cargas por terrenos difíceis e continuaram avançando em situações nas quais as mulas enfrentavam limitações. Relatórios oficiais registraram a adaptação ao ambiente, e testes posteriores incluíram correio, suprimentos e reconhecimento.

O uso exigia equipamentos e técnicas próprias. As selas precisavam ser ajustadas para evitar ferimentos, e a carga tinha de ser distribuída de maneira adequada. Os condutores também precisavam interpretar vocalizações, movimentos de ajoelhamento e reações à aproximação. A alimentação podia incluir vegetação áspera, mas os animais ainda necessitavam de água, mesmo suportando intervalos maiores em condições apropriadas.

Guerra Civil interrompe o projeto

O desempenho não foi suficiente para garantir a continuidade. Cavalos e mulas podiam reagir mal à presença dos camelos, enquanto equipamentos, treinamento e procedimentos militares precisariam ser modificados. Jefferson Davis deixou o Departamento de Guerra, o Congresso não aprovou uma expansão significativa e as tensões entre Norte e Sul desviaram recursos e atenção.

Quando a Guerra Civil começou em 1861, forças confederadas tomaram Camp Verde. O programa perdeu continuidade, embora alguns animais ainda fossem usados no transporte. O rebanho acabou disperso, e o governo vendeu camelos em leilões durante a década de 1860. Zoológicos, circos, fazendeiros e empresários compraram parte deles; outros escaparam ou foram soltos, dando origem a relatos sobre animais vagando pelo sudoeste.

O legado do experimento

O chamado Corpo de Camelos não foi uma unidade permanente equivalente à cavalaria. O nome descreve uma experiência conduzida pelo setor de intendência. O Serviço Nacional de Parques preserva registros do episódio em locais como El Morro, por onde a expedição passou. Inscrições deixadas na rocha por integrantes da caravana relacionam o uso dos animais à abertura de rotas e à expansão americana pelo território indígena.

A experiência demonstrou que os camelos podiam transportar cargas e atravessar áreas secas, mas também revelou a dificuldade de incorporar uma tecnologia que exigia novos equipamentos, treinamento e procedimentos. A guerra mudou as prioridades do Exército antes que o projeto fosse ampliado.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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