Manaus, Sexta-feira, 18 de setembro de 2026
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Ovo romano preserva líquido após cerca de 1.700 anos sob a terra

Microtomografia revelou uma bolha de ar e líquido em uma casca encontrada intacta em um poço alagado de Berryfields, na Inglaterra.

Uma casca de ovo da época romana permaneceu inteira por aproximadamente 1.700 anos em um terreno encharcado de Berryfields, na Inglaterra. Uma microtomografia revelou uma bolha de ar e líquido no interior sem que fosse necessário abrir a peça.

O ovo foi localizado durante escavações realizadas entre 2007 e 2016, antes de obras em Aylesbury. Os trabalhos encontraram um poço alagado com cestos, calçados, recipientes de madeira e quatro ovos. Três se romperam durante a retirada e liberaram um odor forte; apenas um continuou intacto.

O papel do terreno encharcado

Sedimentos saturados reduzem o oxigênio disponível e podem desacelerar a ação de microrganismos que degradam materiais orgânicos. A lama também sustentou a casca e limitou os movimentos capazes de quebrá-la.

A conservação, porém, não torna o objeto estável fora do solo. Alterações de umidade, temperatura e pressão podem causar fissuras. Por isso, a retirada, o transporte e o armazenamento precisam manter condições controladas, com atenção à vibração e à posição do ovo.

A microtomografia produziu imagens internas e permitiu identificar o conteúdo líquido e a bolsa de ar sem sacrificar a peça. Técnicas não destrutivas também ajudam a preservar materiais arqueológicos para exames futuros.

Possível interpretação dos ovos

Poços e fossos podem receber descarte, objetos perdidos ou depósitos rituais. A presença de cestos e outros materiais, combinada ao simbolismo de fertilidade e renascimento associado aos ovos, sustenta a hipótese de que eles tenham sido depositados como oferendas.

Essa interpretação não é uma certeza. Não há registro escrito da intenção de quem colocou os ovos no poço, e o líquido preservado não permite, por si só, confirmar a finalidade do depósito.

Conservadores consultam especialistas em história natural, arqueologia e imagem para definir o suporte, o armazenamento e os próximos exames. Perfurar a casca poderia permitir a análise de compostos e microrganismos, mas teria custo irreversível. Por isso, manter o ovo intacto pode ser a opção mais segura até que exista uma técnica adequada para estudá-lo.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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