Manaus, Sexta-feira, 18 de setembro de 2026
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Moedas de Watlington ampliam o papel de Coelwulf II na resistência aos vikings

Conjunto enterrado no fim dos anos 870 reúne sinais de coordenação entre os reis de Wessex e da Mércia.

A imagem de Alfredo como líder isolado da resistência aos vikings é questionada por um conjunto de moedas que também traz o nome de Coelwulf II, rei da Mércia. O Tesouro de Watlington apresenta o mesmo desenho político associado separadamente aos dois governantes, indicando uma mensagem monetária compartilhada durante um período de pressão militar e reorganização do poder.

Um achado preservado em prata

James Mather encontrou o depósito no sul de Oxfordshire e comunicou a descoberta às autoridades. A escavação recuperou moedas anglo-saxãs, lingotes, joias fracionadas e prata cortada. A combinação é associada a tesouros vikings, enquanto a localização, próxima da antiga fronteira entre Wessex e Mércia, coloca o material em uma área estratégica.

O Museu Ashmolean adquiriu o conjunto em 2017 por 1,35 milhão de libras. A publicação acadêmica registra 186 moedas, algumas fragmentárias, 15 lingotes e sete peças de joalheria, entre elas um pequeno fragmento de ouro.

Os tipos monetários indicam que o depósito foi enterrado no fim dos anos 870, durante a Grande Armada Viking e a reorganização política posterior à batalha de Edington, em 878. Não há registro sobre quem enterrou o material ou sobre o motivo de ele não ter sido recuperado.

O que a cunhagem revela

O padrão visual aparece associado ao nome de Alfredo, rei de Wessex, e ao de Coelwulf II. Para o numismata Gareth Williams, do Museu Britânico, o tesouro fornece informações sobre a relação entre os dois reinos porque conserva propaganda produzida no período dos acontecimentos.

A repetição do desenho sugere coordenação entre as autoridades monetárias de Wessex e da Mércia. A circulação das moedas ocorreu em meio às ofensivas vikings, quando alianças militares e logísticas tinham importância. O depósito também estava situado entre as duas áreas de poder.

A evidência não demonstra que a cooperação tenha sido livre de conflitos. Ela mostra, porém, que Coelwulf participava de uma mensagem pública de autoridade ao lado de Alfredo. As moedas preservam uma forma de comunicação política que podia ser vista e usada durante a crise.

A memória construída depois

A Crônica Anglo-Saxônica e a biografia escrita por Asser destacam Alfredo. Coelwulf aparece de maneira depreciativa em algumas tradições, e a principal narrativa escrita sobre o reinado do governante de Wessex foi produzida em ambientes ligados à sua corte.

Coelwulf governou a Mércia entre cerca de 874 e 879. Uma fonte de Wessex o descreveu como rei subordinado, mas as moedas com seu nome e a iconografia compartilhada indicam autonomia suficiente para sua participação em uma política monetária de alto nível.

A ascensão dos descendentes de Alfredo e a incorporação gradual da Mércia à esfera de Wessex favoreceram uma memória concentrada na casa vencedora. Isso não comprova uma conspiração organizada para apagar Coelwulf, mas ajuda a explicar por que essa versão política prevaleceu.

O tesouro não substitui Alfredo por Coelwulf nem elimina a atuação do rei de Wessex na resistência. Ele acrescenta alianças, moedas comuns, rotas e autoridades regionais ao quadro da luta contra os vikings. Também deixa perguntas sem resposta: não se sabe quem reuniu o depósito, se era um guerreiro viking, comerciante ou autoridade local, nem quanto tempo durou a cooperação.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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