Manaus, Sexta-feira, 18 de setembro de 2026
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Achado em Rebild revela maior tesouro de prata viking da Dinamarca

Depósito enterrado no século X reúne cerca de setecentos fragmentos, moedas islâmicas e peças ligadas ao comércio nórdico.

Achado em Rebild revela maior tesouro de prata viking da Dinamarca

Uma obra para construir uma varanda levou à descoberta do maior tesouro nacional da civilização viking na Dinamarca. Enterrado no século X, o depósito encontrado no município de Rebild reúne dezoito quilos e meio de prata e cerca de setecentos fragmentos.

O proprietário retirava camadas de terra quando ouviu a ferramenta atingir materiais rígidos. O volume foi inicialmente confundido com sucata, mas continha peças antigas preservadas sob a vegetação. Após o aviso do morador, profissionais do Nordjyske Museer isolaram a área residencial e iniciaram a recuperação arqueológica dos objetos espalhados pelo terreno.

O que foi encontrado

Dentro de um recipiente de barro havia mais de trezentos itens intactos, com seis quilos de metal concentrado. Outras peças estavam dispersas no entorno, indicando que o depósito original se espalhou ao longo dos séculos.

O conjunto inclui lingotes, fragmentos de braceletes e ornamentos recortados, além de um pequeno amuleto associado a Thor. A chamada prata cortada era usada para realizar pagamentos por peso, permitindo dividir joias e outros objetos conforme o valor de cada transação.

A quantidade recuperada supera a marca anterior do Tesouro de Terslev. A composição do achado também indica que a riqueza nórdica não dependia apenas de moedas padronizadas: barras fundidas, joias e pedaços de prata podiam circular juntos em negociações.

Moedas de diferentes regiões

Os pesquisadores identificaram dirhams cunhados no mundo islâmico e pennies do monarca inglês Eduardo, o Velho. As peças são evidências de conexões comerciais entre áreas escandinavas, o território britânico e centros asiáticos.

Uma pesquisa publicada na revista Archaeometry sobre moedas do tesouro de Damhus apontou que a prata islâmica já abastecia oficinas escandinavas em larga escala desde o início do século IX. Moedas estrangeiras também podiam ser fundidas e recicladas para produzir joias nórdicas.

A ocultação de riquezas no solo era uma forma de proteger patrimônios em um período sem instituições bancárias. O proprietário poderia ter planejado recuperar o material mais tarde, mas mortes, conflitos ou migrações forçadas podem ter impedido o retorno ao esconderijo.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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