Manaus, Sexta-feira, 18 de setembro de 2026
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Bronze romano registra quatro fortes da Muralha de Adriano

Encontrada em Staffordshire, a peça reúne nomes de postos militares, esmaltes coloridos e uma inscrição ligada possivelmente a Draco.

A inscrição gravada na Panela de Staffordshire Moorlands preserva os nomes de quatro fortes do setor oeste da Muralha de Adriano. O recipiente, feito no século 2, pode ter sido associado a um soldado chamado Draco, mas a identidade do proprietário, fabricante ou homenageado continua incerta.

Os nomes registrados no bronze são MAIS, COGGABATA, VXELODVNVM e CAMMOGLANNA. Eles correspondem a Bowness-on-Solway, Drumburgh, Stanwix e Castlesteads. A sequência acompanha a linha da fronteira romana e dá à peça a aparência de um roteiro, embora ela não apresente estradas nem distâncias.

Uma peça de uso prático e memória militar

O Museu Britânico classifica o objeto como uma trulla de liga de cobre, que podia ser usada para servir ou aquecer líquidos. A panela perdeu a base e o cabo, mas uma área de solda indica o ponto em que a alça esteve presa. Ela mede cerca de 9 centímetros na abertura, tem 4,7 centímetros de altura e pesa 132,5 gramas.

A faixa decorativa conserva oito medalhões e desenhos curvos preenchidos por esmalte vítreo nas cores turquesa, azul, vermelho e amarelo. A combinação entre a forma romana e a ornamentação associada à tradição artesanal britânica sugere um objeto que reunia função prática, identidade e lembrança da fronteira.

A parte final da inscrição inclui palavras relacionadas ao muro e referências possíveis a Aelius Draco ou Draco. A expressão rigore vali é entendida como linha ou curso do muro. Aelius pode estar ligado ao nome familiar do imperador Adriano, enquanto Draconis talvez indique o proprietário, o encomendante ou o fabricante.

Um souvenir sem confirmação de compra

A panela de Ilam é comparada a outros recipientes, como a Taça de Rudge e a Frigideira de Amiens, que também enumeram fortes da muralha. Essa repetição indica a existência de objetos comemorativos relacionados à fronteira. A peça pode ter sido encomendada por alguém que serviu nos postos, visitou a região ou desejou registrar uma trajetória militar.

Não há, porém, uma inscrição que confirme a compra em uma loja de lembranças. Por isso, souvenir é uma analogia moderna, não uma classificação preservada da Antiguidade. Os nomes gravados e o esmalte colorido mostram que o recipiente provavelmente tinha significado além do uso cotidiano, mas não revelam quem o adquiriu.

Descoberta e aquisição

Detectoristas encontraram a panela perto de Ilam, em Staffordshire, em 2003, a mais de cem quilômetros ao sul da fronteira romana. O achado foi registrado pelo Portable Antiquities Scheme, programa britânico dedicado a documentar descobertas arqueológicas feitas pelo público.

Pela Treasure Act de 1996, a peça não se enquadrou automaticamente na definição legal de tesouro porque era feita de liga de cobre. Naquele momento, os critérios se concentravam em metais preciosos, conjuntos monetários e associações específicas.

Em 2005, o Museu Britânico, o Potteries Museum and Art Gallery e o Tullie House Museum compraram o objeto em conjunto, com apoio de 112,2 mil libras do Heritage Lottery Fund. A inscrição permanece clara quanto aos fortes, mas a origem da peça, sua chegada a Staffordshire e as circunstâncias em que foi perdida ou depositada não são conhecidas.

A panela reúne, assim, quatro postos militares, uma referência à muralha e possivelmente um nome pessoal em um utensílio pequeno. Seu valor está tanto na informação geográfica preservada quanto nas perguntas que ainda permanecem sobre Draco e sua trajetória.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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