O Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, no norte de Minas Gerais, reúne cavernas, cânions e formações geológicas esculpidas pela água em rochas calcárias. A unidade de conservação também protege espeleotemas, estruturas minerais encontradas em tetos e pisos subterrâneos.
A circulação contínua dos rios durante milhões de anos formou condutos, fendas e salões subterrâneos. O processo também abriu paredões e galerias que alternam trechos superficiais e caminhos escondidos na rocha.
Reconhecimento e paisagens
A UNESCO reconheceu o valor excepcional do parque, com destaque para a relevância científica de sua geodiversidade. A gestão do ICMBio combina proteção ambiental e visitação responsável, além de permitir pesquisas científicas e passeios ecológicos.
Entre os principais cenários está o Cânion do Rio Peruaçu. A erosão da água dissolveu o calcário e criou gargantas entre paredões verticais. O colapso natural de partes do teto rochoso também originou grandes aberturas no maciço, que funcionam como mirantes naturais.
A Gruta do Janelão é apontada como a caverna mais emblemática do circuito. Suas aberturas no teto permitem a entrada de luz e iluminam os paredões e os salões subterrâneos. No interior fica a Perna da Bailarina, uma grande estalactite considerada entre as maiores do planeta.
A gruta ainda tem paredões rochosos com dezenas de metros de altura vertical, claraboias naturais, espeleotemas preservados e passarelas estruturadas para os visitantes.
Orientações para a visita
O parque adota regras de visitação para proteger o ecossistema subterrâneo. A contratação de guias locais credenciados é necessária para percorrer trilhas sinalizadas e respeitar os limites autorizados pelas autoridades ambientais.
Para os trechos de menor luminosidade, a orientação é levar lanternas. Também são recomendados calçados aderentes e água para hidratação. A prática do turismo ecológico responsável contribui para a preservação dos sítios arqueológicos e geológicos.







