O Parque Nacional Grande Sertão Veredas conserva mais de trezentos e sessenta e sete mil hectares de paisagens do Cerrado, com cursos de água cristalina, veredas, campos e formações vegetais primitivas. A unidade também protege nascentes que alimentam bacias hidrográficas e mantém áreas importantes para a biodiversidade brasileira.
A proteção do território reduz a pressão de atividades degradantes sobre solos frágeis e vegetações nativas. Com isso, matas e campos permanecem preservados, formando um mosaico de conservação que sustenta espécies ameaçadas e outros animais do bioma.
Fauna monitorada
O parque abriga lobo-guará, tamanduá-bandeira, onça-pintada e onça-parda. Também são registrados tamanduá-mirim, raposinha-do-campo, anta e veado-campeiro. As onças aparecem em deslocamentos noturnos; os tamanduás são observados durante a busca por alimento; e lobo-guará e raposinha-do-campo circulam pelos campos abertos. Antas e veados-campeiros ficam próximos às margens das veredas.
Câmeras automáticas instaladas na vegetação ajudam a identificar rotas de deslocamento e acompanhar a saúde reprodutiva dos animais. O monitoramento registra espécies de hábitos diurnos e noturnos sem exigir contato direto com elas. As imagens também fornecem informações para orientar ações de manejo e vigilância preventiva.
Veredas e visitação
As veredas funcionam como reservatórios naturais. Entre palmeiras de buriti, o solo encharcado libera água lentamente durante os períodos de seca e abastece pequenos riachos. Essa umidade favorece microclimas e contribui para a permanência de plantas que oferecem alimento e abrigo à fauna.
A visitação planejada permite conhecer trilhas e paisagens com mínimo impacto. O ecoturismo ainda gera receitas sustentáveis e oportunidades para comunidades vizinhas, além de fortalecer a proteção territorial contra queimadas ilegais.







