O peixe-leão está presente em todos os estados litorâneos do Norte e Nordeste, incluindo Fernando de Noronha, segundo o Ibama. A espécie, que tem listras vermelhas, brancas e alaranjadas e nadadeiras longas, é venenosa e exige cuidado de quem frequenta praias, mergulha ou trabalha com pesca.
Originário do Indo-Pacífico, o peixe chegou ao Atlântico por ação humana e se expandiu a partir do Caribe. A ausência de predadores naturais no Atlântico e a alta capacidade reprodutiva favoreceram a presença do animal nos recifes brasileiros.
Como agir ao encontrar o animal
A recomendação das autoridades ambientais é não tocar no peixe-leão nem tentar capturá-lo por conta própria. A ocorrência deve ser registrada com foto, local e data e encaminhada aos canais de monitoramento.
O risco continua mesmo quando o animal está morto: os espinhos permanecem carregados de veneno após a morte. Por isso, o peixe não deve ser manuseado.
Em caso de contato
Os espinhos podem provocar dor intensa, inchaço, febre e, nos casos mais graves, desmaios. A pessoa deve sair da água imediatamente. Depois dos primeiros cuidados, a orientação é procurar a UPA, o hospital ou a UBS mais próxima, especialmente se a dor persistir ou surgirem outros sintomas.
Além dos riscos para as pessoas, o peixe-leão ameaça espécies nativas, incluindo espécies endêmicas. O animal compete por alimento e abrigo em recifes que não estão preparados para esse predador.
Ibama, secretarias estaduais de meio ambiente e universidades participam de reuniões interinstitucionais para planejar ações conjuntas de controle em diferentes estados. Entre as iniciativas estão projetos de monitoramento e torneios de captura.







