Manaus, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
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Peixes camuflados podem causar perfurações dolorosas em águas rasas

Niquins, bagres, peixes-escorpião e arraias têm estruturas capazes de ferir e exigem atenção durante o banho e a pesca.

Peixes quase invisíveis sob a areia, entre pedras, folhas ou lama podem causar acidentes no litoral brasileiro. Niquins, bagres marinhos, peixes-escorpião e arraias têm espinhos ou ferrões capazes de perfurar a pele. O contato costuma ocorrer quando a pessoa pisa no animal, apoia a mão ou manuseia um peixe sem proteção.

O niquim, do gênero Thalassophryne, vive enterrado em áreas rasas e estuarinas e possui espinhos venenosos. Bagres marinhos também podem provocar ferimentos com espinhos rígidos. Peixes-escorpião e espécies aparentadas combinam camuflagem com estruturas capazes de inocular toxinas.

As arraias formam outro grupo de atenção em águas rasas, inclusive em regiões estuarinas e fluviais. O ferrão da cauda pode causar uma ferida profunda e deixar fragmentos. A ocorrência varia conforme a costa, o ambiente e a estação, portanto as espécies não estão presentes em todas as praias. Pescadores enfrentam risco ao retirar animais da rede, pois os espinhos continuam capazes de perfurar mesmo fora da água.

A camuflagem reduz a visibilidade, especialmente com ondas ou água turva. A dor intensa logo após a perfuração, o inchaço, a vermelhidão, a alteração de cor, o sangramento, um corte profundo ou a presença de fragmentos de espinho justificam atendimento. Náusea, fraqueza, falta de ar e sintomas que se espalham também exigem atenção.

Após a perfuração, a orientação é sair da água, lavar a área e procurar atendimento. Em muitos acidentes com peixes, a imersão cuidadosa em água quente, sem risco de queimadura, pode aliviar a dor. A temperatura deve ser testada em uma área não ferida, sobretudo no caso de crianças e pessoas com sensibilidade reduzida. A medida não substitui avaliação, limpeza, controle da dor, atualização da vacina e verificação de espinhos.

Não se deve cortar a ferida, sugar o local, fazer torniquete ou aplicar urina e substâncias caseiras. Em caso de falta de ar, desmaio, piora rápida ou quando a vítima for vulnerável, é necessário acionar a emergência.

Para reduzir o risco, evite apoiar as mãos em locais que não podem ser vistos, use calçado adequado nas áreas recomendadas e não manipule peixes desconhecidos. Pescadores devem usar ferramentas e luvas compatíveis. Um peixe morto ainda pode ferir com o espinho. Se houver acidente, anotar o horário, o local e a aparência do animal, sem tentar capturá-lo, pode ajudar no atendimento.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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