Manaus, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Viajar com informação
Brasil

Perfuração no deserto australiano confirmou origem metálica da Cratera Hickman

Análises de rochas e uma perfuração realizada em 2012 relacionaram a estrutura a um meteorito rico em ferro.

Perfuração no deserto australiano confirmou origem metálica da Cratera Hickman

A Cratera Hickman, na região de Pilbara, na Austrália Ocidental, foi confirmada como resultado do impacto de um meteorito rico em ferro após análises de rochas e uma perfuração científica. A estrutura tem cerca de 260 metros de diâmetro e fica aproximadamente 36 quilômetros ao norte de Newman.

A investigação começou depois que o geólogo australiano Arthur Hickman identificou a formação em imagens de satélite, em julho de 2007. Ele trabalhava para o serviço geológico da Austrália Ocidental e examinava a área pelo Google Earth. O relevo tinha uma elevação ao redor de uma depressão central, configuração compatível com uma pequena cratera de impacto.

Evidências nas rochas

Visitas de campo encontraram rochas intensamente fraturadas na borda da estrutura. Um estudo sobre a Cratera Hickman apontou que as características eram compatíveis com uma cratera de impacto e que essa explicação era mais provável do que uma origem vulcânica.

As rochas também apresentavam veios de goethita preenchendo fraturas. Essas estruturas foram associadas à circulação de água subterrânea rica em ferro sob pressão e temperatura elevadas depois do impacto.

A preservação da borda e o isolamento da formação ajudaram na identificação. O formato também não se encaixava facilmente em processos vulcânicos locais. Fraturas nas rochas indicavam que o local havia sido submetido a um evento de grande energia.

O que a perfuração revelou

Para examinar o material sob a depressão, os pesquisadores perfuraram o centro da estrutura em 2012. O furo alcançou 64,7 metros e atravessou dezenas de metros de sedimentos acumulados depois da formação da cratera.

A perfuração encontrou aproximadamente 48 metros de sedimentos, rocha extremamente fraturada nas partes mais profundas e brechas formadas durante o impacto. As amostras também tinham concentrações incomuns de níquel e proporções de elementos do grupo da platina semelhantes às observadas em meteoritos.

A composição química indicou que o objeto era metálico e rico em ferro. As proporções dos elementos da platina eram mais parecidas com material meteorítico do que com a crosta continental comum. Os pesquisadores estimaram que o meteorito tinha aproximadamente 10 metros de diâmetro.

Apesar desse tamanho, o objeto teria energia suficiente para escavar uma depressão que originalmente poderia ter alcançado cerca de 80 metros de profundidade. A idade exata do impacto permanece incerta, mas as características do terreno indicam que ele ocorreu durante o Pleistoceno Superior, provavelmente entre cerca de 10 mil e 100 mil anos atrás.

A identificação por satélite foi favorecida pelo bom estado de conservação da cratera. Em estruturas mais antigas, erosão, sedimentação e movimentos tectônicos podem apagar a forma circular original. No caso da Cratera Hickman, a observação feita na tela levou a estudos de campo, análises químicas e à confirmação da origem meteorítica.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5