A Polícia Federal confirmou que nenhuma criança brasileira está entre os 163 menores localizados durante uma operação nos Estados Unidos. A verificação foi feita depois que famílias de crianças desaparecidas no Brasil procuraram autoridades para saber se havia alguma correspondência.
A PF informou: “Confirmamos que nenhuma criança brasileira está entre as que foram encontradas nos EUA”. A conclusão se aplica ao grupo localizado na operação norte-americana.
Entre os casos analisados estava o de José Artur Souza Barros, de 2 anos, desaparecido em Eldorado dos Carajás, no sudeste do Pará. A família pediu que fossem verificadas possíveis semelhanças entre o menino e as crianças encontradas nos Estados Unidos.
Caso de José Artur
Segundo o advogado da família, Elisson Araújo, a consulta à Interpol e às autoridades em Miami descartou a possibilidade de que José Artur estivesse entre os menores localizados. A análise considerou fotografias e características anatômicas, como formato do rosto, olhos, nariz e orelhas.
José Artur desapareceu em 26 de março de 2026, quando brincava em frente à casa onde morava, na Vila Peruana, no Assentamento Lourival Santana, em Eldorado dos Carajás. Ele sumiu por volta das 17h. As buscas e investigações ainda não esclareceram o paradeiro do menino.
A Polícia Civil informou que o caso, registrado inicialmente na Delegacia de Eldorado dos Carajás, foi encaminhado à Delegacia de Homicídios de Marabá.
Irmãos desaparecidos no Maranhão
Também houve consulta relacionada aos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4. Os dois desapareceram em janeiro deste ano, na comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, no Maranhão.
As informações reunidas nas investigações indicam que as crianças saíram para brincar e entraram em uma área de mata depois de mudar o trajeto para não serem vistas por um tio. Desde então, não foram encontradas.
As buscas tiveram participação de equipes por terra, ar e água, além de diferentes forças de segurança e da Marinha do Brasil. A família também recebeu apoio da Interpol. O Núcleo de Cooperação Internacional informou que ferramentas da organização podem ser usadas para auxiliar na localização das crianças, inclusive fora do país, e em eventual repatriação caso elas sejam encontradas no exterior.








