NOVO PROGRESSO — Uma fiscalização do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) identificou atividade de extração mineral sem licença ambiental válida dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) do Tapajós, em Novo Progresso, no sudoeste do Pará. A constatação ocorreu durante a Operação Garimpo Zero e levou à abertura da investigação da Polícia Federal.
A apuração considera suspeitas de crimes ambientais e de usurpação de bens da União. Conforme os elementos reunidos, a exploração teria atingido uma área de aproximadamente 40 hectares de floresta nativa. Também há indícios de retirada econômica de recursos minerais pertencentes à União.
Buscas em duas cidades
Nesta sexta-feira (4), a PF deflagrou a Operação Aurum Tapajós e cumpriu dois mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal. As ordens foram executadas em Belém e Santarém.
Os agentes procuram documentos, equipamentos eletrônicos, mídias digitais e outros materiais relacionados às atividades investigadas. A medida também pretende contribuir para a identificação dos possíveis envolvidos e para o esclarecimento dos fatos.
Com as diligências, a Polícia Federal busca reunir novas provas e definir a responsabilidade de cada investigado pelos crimes apurados. A investigação está relacionada à exploração ilegal de ouro na APA do Tapajós.








