O governo interino da Venezuela firmou nesta sexta-feira 4 um contrato de 25 anos com a empresa colombiana GeoPark para operar o campo de petróleo Bare, na Faixa Petrolífera do Orinoco. A região concentra parte relevante das reservas de petróleo do país.
O acordo foi assinado no Palácio de Miraflores por Jovanny Martínez, vice-presidente executivo da estatal PDVSA, e Jaime Gilinski, presidente do Grupo Gilinski e acionista majoritário da GeoPark. A presidente Delcy Rodríguez participou da cerimônia e associou a chegada do grupo colombiano à meta de ampliar a produção venezuelana.
Conforme comunicado do Grupo Gilinski, o campo Bare tem “aproximadamente 1.100 poços” e registra produção bruta de cerca de 11 mil barris por dia. A estimativa da empresa para o potencial máximo da área fica entre 85 mil e 95 mil barris por dia.
Novos acordos no setor
O contrato com a GeoPark integra uma sequência de pactos anunciados nesta semana para ampliar a atividade petrolífera e apoiar a recuperação da infraestrutura energética venezuelana. Na quarta-feira, em Caracas, o secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, acompanhou a assinatura de acordos com Chevron e Eni para aumentar as operações das duas petroleiras no país. Também foi firmado um pacto com a GE Vernova para a recuperação do setor elétrico.
Wright foi à Venezuela depois do acordo de 28 de agosto, descrito como “histórico”, pelo qual o país cedeu aos Estados Unidos a exploração de um quinto de suas reservas de petróleo.
A produção venezuelana alcançou 1,2 milhão de barris por dia em julho, após crescer quase 30% desde janeiro. O volume, porém, ainda está abaixo dos cerca de 3 milhões de barris diários registrados no fim da década de 1990. O aumento ocorreu depois da deposição de Nicolás Maduro em uma operação militar dos Estados Unidos.







