Manaus, Sexta-feira, 18 de setembro de 2026
Viajar com informação
Brasil

PF investiga possível desvio de emendas ligado ao filme “Dark Horse”

Operação Make Up cumpre 49 mandados de busca e apreensão contra produtora e deputado federal; não há ordens de prisão.

PF faz operação para investigar suposto desvio de emendas para filme 'Dark Horse'
Foto: Reprodução e Câmara dos Deputados

A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União deflagraram nesta quinta-feira (10) a operação Make Up, que investiga um suposto desvio de recursos públicos de emendas parlamentares relacionados ao financiamento do filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro. A ação cumpre 49 mandados de busca e apreensão e não inclui ordens de prisão.

Karina Gama, produtora do longa, e o deputado federal Mario Frias (PL-SP) estão entre os alvos. Também são alvo das buscas duas entidades ligadas a Karina: o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Academia Nacional de Cultura (ANC). A empresa Go Up, responsável pela produção do filme, não está entre os alvos dos mandados.

Investigação sobre emendas

O caso é relatado pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). O inquérito, que tramitava em São Paulo, foi transferido para o STF. A PF apura a atuação de uma organização criminosa formada por agentes públicos e privados que teria direcionado recursos repassados a uma organização da sociedade civil para empresas subcontratadas irregularmente, sem comprovação da prestação dos serviços.

A corporação afirma ter identificado movimentações de centenas de milhões de reais entre empresas ligadas ao suposto esquema. Também investiga tentativas de ocultação dos desvios que teriam continuado até julho deste ano. Os crimes apurados incluem peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios.

Uma auditoria da CGU apontou suspeita de desvio de uma emenda de R$ 2 milhões indicada por Frias para entidades de Karina, com gastos não comprovados. O parlamentar é roteirista e produtor-executivo do filme. Em maio, ele afirmou ao STF que os recursos destinados às organizações não foram enviados para “qualquer produção cinematográfica”.

Outros inquéritos e repasses

Há duas investigações no STF relacionadas a “Dark Horse”. A apuração sob relatoria de Flávio Dino trata do possível uso irregular de emendas e de dinheiro público recebido por entidades e empresas ligadas à produtora. O inquérito relatado por André Mendonça examina repasses feitos pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, a pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL), além do caminho percorrido pelo dinheiro.

Vorcaro teria pago ao menos R$ 61 milhões em 2025 para financiar o filme. Os recursos teriam sido transferidos para o fundo Havengate, nos Estados Unidos, administrado por Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro (PL) no país.

Na quarta (9), André Mendonça homologou o acordo de delação premiada de Antonio Carlos Freixo Junior, conhecido como “Mineiro”. Dono da Entre Investimentos, ele teria feito, a mando de Vorcaro, repasses para o filme. De acordo com a delação, assinada com a Procuradoria-Geral da República (PGR) em 8 de agosto, foram realizados sete repasses ao fundo entre janeiro e setembro de 2025, no total de US$ 12,333 milhões, equivalentes a R$ 62,8 milhões pela cotação de setembro de 2025.

A PF investiga se todo o dinheiro foi usado no filme, como afirmam Flávio Bolsonaro e a Go Up, ou se parte dos recursos teve outras finalidades. Os citados na operação ainda não haviam se manifestado.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5