Manaus, Sexta-feira, 18 de setembro de 2026
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PF apura repasse de R$ 2 milhões em emendas ligado ao filme Dark Horse

Investigação mira deputado Mario Frias e duas organizações associadas à produtora da cinebiografia de Jair Bolsonaro.

Caso Dark Horse: operação da PF investiga envio de R$ 2 milhões em emendas para produtora de filme do ex-presidente
Foto: Reprodução/Redes Sociais

A Polícia Federal investiga o repasse de R$ 2 milhões em recursos de emendas parlamentares para duas organizações ligadas à produtora do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. O deputado federal Mario Frias e as entidades estão entre os alvos da operação deflagrada nesta quinta-feira (10).

As organizações investigadas são o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Academia Nacional de Cultura (ANC), associadas a Karina Ferreira da Gama, proprietária da produtora do filme. A empresa Go Up, responsável pela produção, não é alvo dos mandados. O celular de Mario Frias foi apreendido durante o cumprimento das ordens judiciais.

A PF suspeita que uma organização formada por agentes públicos e privados tenha direcionado os valores para empresas subcontratadas de maneira irregular, sem comprovação da prestação dos serviços contratados. De acordo com os investigadores, as tentativas de ocultar os desvios teriam continuado até julho deste ano.

Origem da apuração

O caso chegou ao Supremo Tribunal Federal depois que a deputada Tabata Amaral pediu a investigação de repasses de emendas destinados a organizações ligadas à produtora de “Dark Horse”. Em 21 de março, o ministro Flávio Dino determinou que Mario Frias se manifestasse sobre os fatos em cinco dias.

A intimação não foi concluída. Em 14 de abril, o STF registrou que um oficial de Justiça tentou três vezes localizar o deputado no gabinete parlamentar, sem conseguir entregar o documento. Depois disso, Dino determinou que a Câmara dos Deputados informasse os endereços de Frias em Brasília e em São Paulo. Novas buscas também não estabeleceram contato.

Em 15 de abril, o ministro abriu uma apuração preliminar sobre a destinação de emendas parlamentares de deputados do PL a organizações ligadas à produtora.

Frias afirmou que a acusação de direcionamento dos recursos para a produção era “absolutamente falsa, desprovida de qualquer lastro probatório e difamatória”. Também disse que a emenda questionada não foi destinada a “qualquer produção cinematográfica”.

Financiamento do filme

O filme passou a ser investigado após informações sobre um financiamento de Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master. Preso em Brasília, ele teria repassado cerca de R$ 61 milhões ao projeto antes da prisão. O senador Flávio Bolsonaro admitiu ter intermediado as negociações e cobrado pagamentos de Vorcaro.

Na quarta-feira (9), o presidente do STF, Edson Fachin, suspendeu a decisão que havia afastado o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência, Leandro Almada. Os dois foram reintegrados à corporação.

Ao determinar o retorno de Rodrigues ao comando da PF, Flávio Dino citou o impacto do afastamento nas investigações sobre o filme. O caso também envolve a apuração do uso de emendas parlamentares destinadas a empresas suspeitas de financiar a produção.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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