Manaus, Sexta-feira, 18 de setembro de 2026
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PF investiga repasse de R$ 199 mil de Flávio Bolsonaro a ONG ligada aos Brazão

Emenda foi transferida ao Ifop em novembro de 2023, após contato de assessor de Domingos Brazão com o gabinete do senador.

PF apura emenda de Flávio Bolsonaro para ONG suspeita de esquema comandado pelos irmãos Brazão, condenados pela morte de Marielle Franco

A Polícia Federal investiga o repasse de uma emenda parlamentar de R$ 199 mil, enviada por Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ao Instituto de Formação Profissional José Carlos Procópio (Ifop), uma ONG localizada na Taquara, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A entidade é suspeita de integrar um esquema de desvio de verbas públicas associado aos irmãos Chiquinho e Domingos Brazão.

A transferência ocorreu em novembro de 2023, pouco mais de um mês depois de Robson Calixto Fonseca, conhecido como “Peixe”, procurar o gabinete do senador. Policial militar da reserva, Fonseca trabalhava como assessor de Domingos Brazão no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ). Ele foi condenado por organização criminosa pelo assassinato de Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Os irmãos Brazão também foram condenados pelo crime.

Mensagens identificadas pela PF mostram que Peixe e uma assessora de Flávio Bolsonaro conversaram em 24 de outubro de 2023. Em 29 de novembro, os R$ 199 mil foram depositados na conta do Ifop.

A investigação aponta que a quebra do sigilo telefônico de Peixe revelou a movimentação de pelo menos R$ 268 milhões entre 2020 e 2024, por meio de emendas de diversos parlamentares destinadas a organizações não governamentais.

Em 6 de novembro de 2024, depois da prisão dos Brazão, Peixe voltou a procurar a assessora do senador. Ele pediu mais recursos para que “o projeto não termine”, mas não há registro de novos repasses.

Fundado em 2008, o Ifop recebeu em 2023 o título de utilidade pública na Câmara Municipal do Rio, concedido pelo então vereador Waldir Brazão (União). Em agosto de 2024, a organização também recebeu R$ 1,5 milhão em emenda de Chiquinho Brazão, quando ele ainda era deputado federal.

Flávio Bolsonaro afirmou que a emenda financiaria um projeto esportivo para crianças vulneráveis e declarou que “não é papel do parlamentar auditar como as emendas são utilizadas por terceiros”. A direção do Ifop negou ligação formal ou informal com Peixe ou com a família Brazão. Segundo a entidade, os recursos foram usados em aulas de futebol, com prestação de contas ao Ministério do Esporte e devolução de saldos excedentes.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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