Manaus, Sexta-feira, 18 de setembro de 2026
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Denúncia liga financiamento de filme de Bolsonaro ao caso Master

Flávio Bolsonaro nega ter recebido recursos de Daniel Vorcaro para financiar cinebiografia sobre Jair Bolsonaro.

Filme de Bolsonaro leva Master ao colo de Flávio Bolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negou a acusação de que Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, teria financiado o filme Dark Horse, cinebiografia internacional sobre Jair Bolsonaro (PL). A denúncia envolve uma negociação de US$ 24 milhões, cerca de R$ 134 milhões à época, para bancar a produção.

Mensagens, áudios, um comprovante bancário e uma tabela de pagamentos indicariam que pelo menos US$ 10,6 milhões, equivalentes a cerca de R$ 61 milhões, foram transferidos entre fevereiro e maio de 2025. Flávio afirmou que a informação é mentira e disse que o projeto foi bancado com recursos privados, sem ligação com o banqueiro.

O caso ocorre enquanto o senador defendia a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Master e atribuía o escândalo ao governo Lula e ao Banco Central. A acusação sobre o filme desloca a discussão para a relação entre o pré-candidato e Vorcaro durante o período em que o banco enfrentava pressão regulatória.

A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) já havia relacionado o entorno da pré-campanha ao caso. Ela citou Marcello Lopes, publicitário escolhido para cuidar da comunicação de Flávio, e afirmou que ele foi estrategista de um plano contratado por Vorcaro para atacar o Banco Central. Gleisi também acusou o senador de defender a CPMI em vídeo e permanecer em silêncio quando poderia agir no Congresso.

A denúncia também gerou pedidos de providências. O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou que solicitará à Polícia Federal a prisão preventiva de Flávio e pedirá ao Supremo Tribunal Federal o bloqueio dos bens do senador e do PL. Pedro Uczai (PT-SC), líder da bancada do PT na Câmara, disse que pretende pedir ao STF a abertura de inquérito sobre a relação entre Flávio e Vorcaro.

Na oposição, o líder da Câmara, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), disse que o caso não atingirá Flávio, classificou a expressão “BolsoMaster” como eleitoreira e afirmou não haver comprovação do envolvimento de políticos de direita. Ele também admitiu que seria ruim manter Ciro Nogueira (PP-PI) no palanque de Flávio se fosse comprovada uma relação do senador com o Master. Flávio já havia citado Ciro como possível vice, e Valdemar Costa Neto reafirmou essa possibilidade nesta quarta-feira (13).

As liquidações do Master e da Reag afetaram cerca de 1,6 milhão de clientes. O conjunto formado por Master e Will Bank tem rombo estimado de R$ 47,3 bilhões.

O fundo Havengate Development Fund LP, no Texas, aparece ligado à produção de Dark Horse e tem conexão com Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro. Também são citadas mensagens envolvendo Mario Frias e intermediários nas tratativas do projeto.

A suspeita não representa condenação de Flávio Bolsonaro, que nega a acusação. O caso, porém, acrescenta à pré-campanha uma cobrança sobre a origem dos recursos usados no filme e sobre a relação com o dono do banco envolvido no escândalo.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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