O senador Plínio Valério (PSDB-AM) voltou a discutir com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, durante uma sessão da Comissão de Infraestrutura do Senado nesta terça-feira (27). Convidada para participar do encontro, Marina deixou a sessão após o bate-boca.
Antes do confronto, a ministra havia se desentendido com o presidente do colegiado, Marcos Rogério (PL-RN), que ironizou sua “educação” enquanto ela respondia ao senador Omar Aziz (PSD-AM).
Ao falar, Valério disse que estava se dirigindo à ministra, e não à mulher. Com o microfone desligado, Marina respondeu que era “as duas coisas”. Em seguida, o senador afirmou que a mulher merecia respeito, mas a ministra, não. Marina então lembrou que ele já havia dito que queria enforcá-la.
Declaração durante evento no Amazonas
A declaração ocorreu em março, durante um evento da Fecomércio do Amazonas. Na ocasião, Valério criticou a participação de Marina na CPI das ONGs e afirmou sentir vontade de “enforcar” a ministra.
Em nota, o senador classificou a expressão como uma “figura de linguagem”. Ele disse que pretendia demonstrar indignação com uma declaração de Marina sobre a construção de uma estrada para a população passear de carro. Na época, a ministra afirmou que “só os psicopatas são capazes de fazer isso”. Valério negou arrependimento pela fala no plenário do Senado.
A CPI das ONGs investigou a atuação dessas organizações na Amazônia e o uso de recursos públicos e do exterior. Proposta e presidida por Valério, a comissão funcionou ao longo de 2023. A relatoria ficou com Marcio Bittar (União Brasil-AC), que apontou no relatório final uma relação de “promiscuidade” entre Marina e organizações não governamentais.
Atuação política
Senador desde 2019, Plínio Valério foi vereador em Manaus e ocupou uma vaga de deputado federal pelo Amazonas por alguns meses em 2013, após assumir como suplente.
A pavimentação da BR-319 é uma das principais bandeiras de seu mandato e o principal ponto de conflito com Marina Silva. A rodovia liga Manaus a Porto Velho. No final de abril, Valério voltou a criticar a ministra em discurso no Senado, afirmando que continuaria a repudiá-la enquanto ela, segundo ele, destratasse e ironizasse os amazonenses.







