Manaus, Sexta-feira, 18 de setembro de 2026
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CCJ mantém benefícios da Zona Franca de Manaus na reforma tributária

Flávio Bolsonaro votou contra a PEC e criticou a criação da Cide sobre produtos fabricados na Zona Franca de Manaus.

Flávio Bolsonaro ataca ZFM, preservada na votação da CCJ/Senado

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou o texto-base da proposta de emenda à Constituição (PEC) da reforma tributária por 20 votos favoráveis e seis contrários. A matéria ainda será analisada pelo plenário do Senado.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que votou contra a proposta, também se posicionou contra a preservação das vantagens comparativas da Zona Franca de Manaus (ZFM). A manifestação ocorreu depois que o relator, senador Eduardo Braga (MDB), rejeitou uma emenda apresentada por Flávio sobre a distribuição dos royalties do petróleo em benefício do Rio de Janeiro.

Críticas à tributação da ZFM

Flávio Bolsonaro criticou a criação da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre produtos fabricados na ZFM. O mecanismo foi incluído entre as formas previstas para manter as vantagens comparativas do modelo, junto com a criação de um fundo exclusivo de sustentabilidade do Amazonas.

Segundo o senador, a PEC extingue o IPI e cria a Cide. Ele afirmou que produtos fabricados em outros estados e que também recebem incentivos da Zona Franca poderão pagar, além de 27,5% do IBS, uma alíquota adicional que ficaria na faixa dos 15%.

Flávio também criticou a regra que limita novas concessões de benefícios fiscais à ZFM, com exceções para armas e munições, fumo, bebidas alcoólicas, automóveis de passageiros e produtos de perfumaria. Para ele, a medida poderia concentrar indústrias em Manaus e provocar desemprego em outras partes do país.

Áreas de livre comércio

Eduardo Braga acolheu uma emenda do senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR) para estender às áreas de livre comércio (ALC) os instrumentos tributários destinados a garantir a competitividade da produção industrial de Manaus. O relator disse que reconsiderou a rejeição inicial por entender que esses mecanismos também poderiam estimular atividades econômicas nas áreas.

O líder do PT no Senado, Fabiano Contarato (ES), defendeu a proposta. Ele afirmou que diferentes setores foram preservados e declarou que a reforma não prejudica a Zona Franca de Manaus, os serviços, o agronegócio, o Simples Nacional ou o microempreendedor individual.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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