A rotina de irrigação dos vasos deve mudar durante o outono. Com a queda da temperatura, a evaporação diminui e a terra demora mais para secar. Por isso, manter a mesma frequência de rega do verão pode aumentar o acúmulo de água e prejudicar as raízes.
O excesso de líquido reduz a circulação de ar entre as partículas do substrato e cria condições favoráveis ao surgimento de fungos. Para verificar a necessidade de uma nova rega, introduza a ponta do dedo indicador cerca de dois centímetros e meio na terra.
Se o dedo sair limpo e seco, o substrato pode receber água. Quando grãos escuros ficarem presos à pele, é melhor esperar. A aparência da superfície nem sempre mostra a umidade existente nas camadas internas do vaso.
O que considerar antes de regar
A referência de dois centímetros e meio atende especialmente às espécies tropicais ornamentais. Cactos e outras plantas com reserva hídrica precisam que toda a terra seque antes de uma nova irrigação. Já as folhagens delicadas de clima úmido exigem acompanhamento visual diário para evitar períodos prolongados sem hidratação.
O tipo de recipiente também interfere na secagem. Vasos de barro perdem água pelas laterais, enquanto os de plástico retêm líquido por mais tempo. O tamanho do recipiente, a incidência de luz solar, a circulação de vento, o ambiente e a presença de furos de drenagem também alteram o intervalo entre as regas.
Os orifícios na base devem permanecer desobstruídos para permitir o escoamento. Elementos drenantes no fundo favorecem a circulação de oxigênio entre as partículas e ajudam a reduzir o risco de apodrecimento das raízes.
O canal Spagnhol Plantas, no YouTube, apresenta um vídeo sobre os cuidados discutidos no tema.







