O plantio do tabaco ocorre em períodos diferentes entre propriedades rurais do Rio Grande do Sul, conforme as condições de cada área. A observação foi feita durante visitas a dez propriedades em municípios das regiões serrana, de depressão central e Sul do Estado, todas com a cultura como base da economia e produção diversificada.
Na localidade de Cerro Agudo, em Boqueirão do Leão, Daniela e Adilson Frazetto começaram o plantio no começo deste mês. O casal pretende executar as atividades com a mão de obra da família. Já na Linha Marmeleiro, no interior de Venâncio Aires, Juliano e Diego Schmitz, pai e filho, ainda estão iniciando essa etapa, que deve prosseguir até o final do mês ou início de outubro.
As propriedades visitadas apresentam diferentes sistemas de cultivo e fases do ciclo produtivo. Em Venâncio Aires, o terreno montanhoso e o declive acentuado exigem um ritmo diferente para a realização dos serviços. A produção de tabaco também é mantida em áreas planas e em locais com maior inclinação.
Chuva e tarefas da semana
Na propriedade acompanhada nesta semana, foram registrados entre 25 e 30 milímetros de chuva na semana passada. O volume ajudou a dissolver o salitre distribuído nas lavouras e contribuiu para o desenvolvimento das culturas.
Com o tempo firme, seco e sem chuva, mas com céu encoberto durante praticamente toda a segunda-feira, a programação prevê capina nos próximos dias. Também existe a possibilidade de aplicar outra dose de salitre no tabaco, além do uso de produtos biológicos para acelerar o crescimento das plantas.
Os serviços tiveram algum atraso por causa do clima, mas permanecem dentro do planejamento. O cenário é diferente do registrado no Paraná e em Santa Catarina, onde as condições do tempo provocaram transtornos e prejuízos no campo e nas cidades.








