Durante três meses, Paula e Renato tentaram eliminar uma mancha de umidade que surgia no mesmo canto da parede da sala. O problema aparecia perto do rodapé mesmo sem chuva e voltava poucos dias depois de cada reparo.
A marca foi percebida quando Paula afastou um aparador. A área escura tinha cerca de 20 centímetros de altura, e a tinta apresentava bolhas. Como não chovia havia quase duas semanas, o casal descartou que a origem estivesse no telhado. Eles rasparam a pintura, refizeram o acabamento e aguardaram a secagem.
Menos de uma semana depois, a parte inferior da parede voltou a ficar úmida. O rodapé de madeira também começou a escurecer. O casal afastou os móveis, manteve a janela aberta e tentou produtos impermeabilizantes, diferentes tipos de tinta e novas aplicações de massa.
A origem estava na divisa dos imóveis
A investigação mudou quando uma peça do rodapé se soltou. A madeira estava deformada e mais escura na parte traseira, enquanto a alvenaria apresentava umidade e uma faixa escura na base. Um pedreiro retirou uma pequena área do reboco, e o ponto mais molhado ficava junto ao muro compartilhado com o imóvel vizinho.
Do outro lado havia um corredor externo e uma torneira nova, instalada praticamente na mesma altura da mancha. O equipamento havia sido colocado cerca de quatro meses antes para facilitar a lavagem do quintal.
A torneira parecia seca por fora, mas um encanador encontrou um vazamento na conexão embutida ao retirar a peça. Sempre que ela era aberta, parte da água escapava para dentro da parede. Cláudio, o vizinho, costumava lavar o corredor no começo da noite. A umidade atravessava a divisa e aparecia na sala pela manhã.
A conexão foi substituída no mesmo dia. Mesmo assim, a parede continuou úmida durante a semana seguinte, porque a alvenaria havia acumulado água durante meses. O casal deixou o trecho aberto e ventilado por várias semanas antes de refazer o acabamento.
Depois que a parede permaneceu seca, o reboco foi recuperado, um novo rodapé foi instalado e a sala recebeu outra demão de tinta. Meses depois, não surgiu outra mancha. Paula afirmou que o casal gastou tempo e material tentando esconder o sinal antes de investigar a origem.







