O Complexo de Conservação da Amazônia Central reúne mais de cinco milhões de hectares no estado do Amazonas e é reconhecido pela UNESCO por sua importância global. A área integra quatro unidades de conservação que atuam na proteção de florestas, rios e espécies da região.
Fazem parte do complexo os parques nacionais do Jaú e de Anavilhanas, além das reservas de desenvolvimento sustentável Mamirauá e Amanã. As reservas combinam a preservação florestal com a participação de populações ribeirinhas em práticas de manejo comunitário.
O Parque Nacional de Anavilhanas protege um conjunto de ilhas e canais fluviais. Com o Parque Nacional do Jaú, contribui para a conservação de bacias hidrográficas e de espécies presentes nesses ambientes.
Florestas alagadas e rios
A dinâmica da região é marcada por florestas de igapó e de várzea. Os igapós são banhados pelas águas escuras do rio Negro, enquanto as várzeas recebem sedimentos do rio Solimões. Os ciclos de cheias e vazantes influenciam a vegetação e criam áreas usadas por peixes e mamíferos.
Entre os ambientes protegidos estão as florestas de várzea, inundadas periodicamente por rios de águas brancas ricos em sedimentos; as matas de igapó, adaptadas à acidez das águas escuras; e os lagos e canais que funcionam como corredores para peixes e mamíferos.
A combinação entre rios volumosos e matas densas abriga centenas de variedades de peixes, além de aves, répteis e grandes mamíferos terrestres. O isolamento mantido pelas unidades de conservação também protege linhagens genéticas e relações ecológicas da floresta.
A preservação do complexo contribui para a estabilidade climática regional e para a distribuição de chuvas no território sul-americano. A gestão das áreas busca conciliar a presença humana com a proteção dos recursos naturais.







