Manaus, Sexta-feira, 18 de setembro de 2026
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Espanha libera 40 documentos sobre alertas antes da crise migratória em Ceuta

Relatórios citam comunicações para organizar entradas em massa e quase mil travessias a nado antes da chegada de milhares de imigrantes.

Espanha libera 40 documentos sobre alertas antes da crise migratória em Ceuta

Documentos de inteligência e segurança liberados pelo governo espanhol nesta quarta-feira 9 registraram sinais de mobilização para entradas em massa no território antes da crise migratória dos dias 30 e 31 de julho.

O material inclui um relatório do Cenif, divisão de fronteiras da Polícia Nacional, que identificou comunicações em grupos de imigrantes com planos para a noite de 29 de julho de 2026. O documento foi publicado na véspera da entrada de mais de 70 mil imigrantes vindos do Marrocos.

Entre 1º e 28 de julho, o Cenif contabilizou quase mil travessias a nado a partir do Marrocos. O órgão classificou os números como uma tendência de alta em relação ao ano passado e avaliou a situação como uma ameaça consolidada e prioritária.

Uma nota do Centro Nacional de Inteligência, produzida na tarde de 29 de julho, mencionou convocações para entradas em Ceuta divulgadas em grupos do Facebook. Um deles tinha mais de 160 mil membros.

O que diz o governo espanhol

O primeiro-ministro Pedro Sánchez anunciou na quinta-feira passada a retirada do sigilo de 40 documentos. Ele afirmou que havia relatórios sobre a situação da fronteira, mas negou que as informações disponíveis permitissem dimensionar o que ocorreria.

Em mensagem publicada no X nesta quarta-feira 9, Sánchez disse que “ninguém poderia prever a crise migratória que ocorreu nos dias 30 e 31”. O líder socialista também declarou não ter recebido documentos com evidências sólidas de que o Marrocos tivesse planejado ou executado o episódio.

A divulgação ocorreu em meio a questionamentos sobre o conhecimento prévio do governo e a atuação das autoridades marroquinas. Um relatório policial vazado na semana passada apontou permissividade das forças de segurança do país. Outro documento, liberado pela inteligência militar ao meio-dia de 30 de julho, classificou a conduta marroquina como, no mínimo, negligente e passiva.

A oposição espanhola acusa o governo de omissão e critica a ausência de responsabilização do Marrocos. Ester Muñoz, porta-voz do Partido Popular no Congresso, afirmou: “O governo sabia de tudo o que estava acontecendo”.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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