Manaus, Sexta-feira, 18 de setembro de 2026
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Como construções de terra do sul do Marrocos enfrentam o calor intenso

Paredes espessas de terra crua, palha e água ajudam a estabilizar a temperatura em moradias tradicionais do sul marroquino.

A arquitetura vernacular do sul do Marrocos usa terra crua, palha e água para reduzir os efeitos do calor intenso dentro das moradias. Aldeias fortificadas e casas construídas com materiais locais aproveitam a espessura das paredes, a compactação da terra e o desenho dos espaços para estabilizar o microclima interno.

Paredes que retardam a entrada do calor

Em construções desse tipo, a grande massa das paredes de terra crua funciona como uma barreira térmica. O calor acumulado do lado externo avança lentamente pela estrutura e chega ao interior apenas depois do período mais quente do dia. Com isso, as variações de temperatura ficam menos bruscas.

O material também libera gradualmente a energia armazenada durante a tarde, quando a temperatura externa diminui. Esse processo ajuda a manter os ambientes mais frescos durante o dia e proporciona aquecimento moderado durante a madrugada, sem o uso de equipamentos mecânicos.

A organização dos complexos habitacionais conhecidos como ksour reforça esse efeito. Em Aït-Ben-Haddou, muralhas e moradias compactas formam becos estreitos que bloqueiam a incidência direta do sol e criam áreas de sombra nos acessos.

Adobe, taipa e fibras vegetais

As técnicas tradicionais incluem o adobe e a taipa de pilão. O adobe utiliza tijolos secos ao sol, enquanto a taipa de pilão emprega blocos de terra compactada. Esses processos dão rigidez às paredes e contribuem para a resistência dos edifícios.

A mistura recebe palha vegetal picada, que melhora a coesão e reduz as contrações durante a secagem. A composição reúne terra crua rica em argila, palha e água em proporções adequadas para a compactação. Os mesmos componentes também são usados nos rebocos externos, formando superfícies capazes de enfrentar condições severas.

Possíveis aplicações

A experiência marroquina mostra como métodos bioclimáticos e passivos podem orientar projetos contemporâneos em regiões sujeitas ao calor persistente. O aumento da espessura das paredes e o uso de materiais com alta inércia térmica são apresentados como alternativas para diminuir a necessidade de climatização artificial.

A vila fortificada de Aït-Ben-Haddou preserva muralhas e moradias mantidas continuamente pelos próprios moradores. O conjunto é um exemplo de como recursos locais e técnicas construtivas tradicionais podem criar ambientes termicamente equilibrados sem depender de sistemas mecânicos.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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