O Irã condicionou a retomada das negociações com os Estados Unidos à liberação integral de ativos congelados e ao fim do bloqueio ao Iêmen. As exigências foram apresentadas depois que o acordo firmado em junho não impediu a retomada das hostilidades, segundo Hossein Mohebi, porta-voz da Guarda Revolucionária.
Em entrevista nesta terça-feira 22, Mohebi disse que Washington violou o pacto e terá de aceitar as novas condições. O valor exigido por Teerã é de 24 bilhões de dólares (122,7 bilhões de reais). A cobrança substitui a proposta anterior, que previa a liberação dos recursos de forma gradual.
Além da exigência financeira, o governo iraniano manteve pedidos já apresentados. A lista inclui o fim das sanções aplicadas ao petróleo, o encerramento do bloqueio naval e a suspensão das hostilidades no Líbano. O término do bloqueio ao Iêmen foi acrescentado ao conjunto atualizado de condições.
Contato com os Estados Unidos
Mohebi descartou a possibilidade de diálogo direto entre a Guarda Revolucionária e autoridades norte-americanas. De acordo com o porta-voz, se os Estados Unidos continuarem mantendo a hostilidade, qualquer contato ficará restrito ao campo militar.
O representante também afirmou que Teerã responderá de forma ofensiva caso ocorram novos ataques. A retomada das negociações, portanto, foi vinculada ao atendimento das exigências financeiras, políticas e militares apresentadas pelo governo iraniano.
A Guarda Revolucionária afirma que a mudança nas condições ocorreu após o descumprimento do acordo firmado em junho. O governo iraniano passou a exigir a liberação total dos ativos antes de qualquer nova etapa de negociação, em vez de aceitar liberações sucessivas.








