Manaus, Sexta-feira, 18 de setembro de 2026
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Japão amplia gastos militares e adota estratégia de contra-ataque

Governo de Sanae Takaichi prevê US$ 55,6 bilhões para defesa diante de China, Coreia do Norte e Rússia.

Japão amplia gastos militares e adota estratégia de contra-ataque

O Japão destinou US$ 55,6 bilhões para o próximo ano fiscal, em uma mudança de sua política de defesa sob a primeira-ministra Sanae Takaichi. O país também passou a autorizar, em determinadas circunstâncias, ataques contra instalações militares inimigas para impedir novos lançamentos contra seu território.

A decisão ocorre diante do avanço militar da China no Indo-Pacífico, dos testes de mísseis e do programa nuclear da Coreia do Norte e da instabilidade associada à guerra russa. O governo japonês considera o cenário de segurança o mais grave desde 1945.

A China ampliou sua Marinha e sua aeronáutica em áreas próximas ao território japonês. A aproximação estratégica entre Pequim e Moscou e as lições da guerra na Ucrânia levaram Tóquio a avaliar que não pode depender exclusivamente da proteção dos Estados Unidos para garantir a estabilidade regional e a soberania de suas ilhas no sudoeste.

Nova capacidade de contra-ataque

A doutrina anterior limitava a atuação japonesa à interceptação de ameaças depois que elas fossem lançadas contra o país. A nova estratégia, aprovada recentemente, permite atingir instalações militares inimigas em determinadas situações. Especialistas jurídicos consideram que a mudança flexibiliza o Artigo 9 da Constituição japonesa, que renunciava à guerra.

O governo afirma que a medida não tem objetivo de agressão. A justificativa é elevar o custo militar de uma ofensiva contra o Japão e reforçar a dissuasão estratégica.

Pressão dos Estados Unidos

Washington tem pressionado seus aliados a assumir uma parcela maior dos custos de defesa. Com o retorno de Donald Trump à Presidência dos Estados Unidos, a exigência foi reforçada na Europa e na Ásia.

O Japão antecipou a meta de elevar os gastos militares para 2% do Produto Interno Bruto (PIB). A intenção é ampliar a autossuficiência na defesa sem romper a aliança histórica com os Estados Unidos.

O país também reduziu barreiras internas à exportação de armas. O volume de projetos contratados no setor subiu de US$ 108 bilhões para US$ 272 bilhões. O Japão fechou contratos de fragatas com a Austrália e desenvolve um caça de nova geração com o Reino Unido e a Itália, em uma expansão que inclui parceiros internacionais e membros da Otan.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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