Manaus, Sexta-feira, 18 de setembro de 2026
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Cúpula do Brics reúne Índia e China em nova fase diplomática

Encontro em Nova Délhi terá ausência de Lula e participação do chanceler Mauro Vieira pelo Brasil.

Cúpula do Brics reúne Índia e China em nova fase diplomática

A cúpula do Brics começa neste sábado 12, em Nova Délhi, com a ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a expectativa de uma reunião entre os líderes da Índia e da China. O Brasil, membro fundador do bloco, será representado pelo chanceler Mauro Vieira. Lula permanecerá envolvido na campanha eleitoral para as eleições de outubro.

O presidente russo, Vladimir Putin, e o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, chegaram à Índia nesta sexta-feira 11. A chegada do presidente chinês, Xi Jinping, à capital indiana é esperada para sábado. Será a primeira visita de Xi ao país desde 2019.

A viagem ocorre em uma nova etapa da reaproximação entre Nova Délhi e Pequim, seis anos após um confronto militar na fronteira disputada do Himalaia. As relações foram retomadas gradualmente, mas a desconfiança entre os dois países continua. Xi deve se reunir individualmente com o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, à margem da cúpula.

Em mensagem de boas-vindas, Modi escreveu em sânscrito: “Só se pode estabelecer diálogo e amizade com os virtuosos, nunca com aqueles que não o são”. A porta-voz da diplomacia chinesa, Mao Ning, afirmou que a China pretende reforçar a comunicação e a cooperação com a Índia e administrar as diferenças entre os dois países.

Algumas dezenas de tibetanos protestaram em Nova Délhi contra a visita de Xi. A Índia acolhe o Dalai Lama no exílio desde 1959.

Conflitos e expansão do bloco

Criado em 2009, o Brics reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. O grupo também passou a incluir, entre outros países, Irã e Emirados Árabes Unidos, cujos representantes são esperados em Nova Délhi.

Putin se reuniu com Modi nesta sexta-feira. O Ministério das Relações Exteriores da Índia informou que os dois discutiram questões regionais e globais, incluindo os conflitos no Oriente Médio e no Mar Negro, além dos efeitos sobre o comércio marítimo e a segurança de marinheiros indianos.

Os ataques americanos e israelenses contra o Irã, a guerra entre Rússia e Ucrânia e os impactos dos conflitos nos preços do petróleo e do gás devem fazer parte das discussões. Irã e Rússia continuam negociando, apesar das ameaças de sanções de Washington. Os Emirados Árabes Unidos suspenderam em agosto suas trocas comerciais e financeiras com o Irã depois de serem alvo de mísseis iranianos.

A Índia mantém relações com o Irã e busca equilibrar seus vínculos com os Estados Unidos. O país também continua importando petróleo da Rússia, apesar das sanções americanas. A cúpula poderá ainda concentrar debates sobre a predominância econômica da China e suas exportações para parceiros do Brics, incluindo a Índia.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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