Manaus, Sexta-feira, 18 de setembro de 2026
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ONU aprova mapa que reduz distorções sobre o tamanho da África

Resolução recebeu 164 votos e recomenda a projeção da Terra Igual, mas não obriga países a adotá-la.

A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou nesta sexta-feira (4/9) uma resolução que recomenda a adoção da projeção da Terra Igual, um mapa-múndi que representa a África com dimensões mais próximas de sua extensão real. A decisão recebeu 164 votos.

Os países não são obrigados a utilizar o novo mapa. A proposta foi liderada pelo Togo e contou com o apoio de países da União Africana. Os Estados Unidos foram o único país a votar contra. Estônia, Geórgia, Lituânia, Moldávia, Sérvia e Ucrânia se abstiveram.

Distorções da projeção de Mercator

A projeção de Mercator, criada no século 16 para fins de navegação, era o modelo adotado até então. Uma das críticas é que ela amplia as áreas ao norte e ao sul da linha do Equador e reduz visualmente a África, a América Latina e o sul da Ásia.

Nesse modelo, a África aparece com tamanho semelhante ao da Groenlândia, embora seja cerca de 14 vezes maior. O documento aprovado afirma que a mudança contribui para uma “justiça cognitiva e reparação memorial”. O ministro das Relações Exteriores do Togo, Robert Dussey, declarou que “mapas moldam nossa compreensão do mundo”.

A resolução incentiva governos, escolas, organizações internacionais e empresas de tecnologia a usar a nova projeção. O texto também reconhece que nenhuma representação consegue reproduzir perfeitamente, em uma superfície plana, a forma curva da Terra.

Debate no Brasil

No ano passado, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística lançou um mapa-múndi invertido, com o Brasil no centro e o Sul no topo. A imagem destaca que a indicação dos pontos cardeais é uma convenção cartográfica.

Maria do Carmo Dias Bueno, diretora de Geociências do IBGE, explicou em vídeo publicado no site do instituto que a posição do Norte no alto pode associar a parte superior do mapa a valores positivos e a porção sul a aspectos negativos, como pobreza e valores mais baixos de imóveis.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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