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Azul recebe R$ 2,66 bilhões do BNDES e planeja antecipar dívida

Financiamento com recursos do FNAC terá prazo de até cinco anos; R$ 1,3 bilhão já foi desembolsado.

Azul recebe R$ 2,66 bilhões do BNDES e planeja antecipar dívida

A Azul informou que pretende antecipar cerca de R$ 400 milhões de uma obrigação financeira de custo mais elevado após contratar um financiamento de R$ 2,66 bilhões com o BNDES. A operação tem recursos do FNAC e prazo de até cinco anos.

O fundo foi criado em 2011 para estimular a aviação civil e passou recentemente a ser usado como fonte de crédito para empresas do setor. Cerca de R$ 1,3 bilhão do contrato foi liberado nesta semana. O restante está previsto para o quarto trimestre. A companhia disse que parte do dinheiro será usada na gestão de passivos.

A Azul também mantém a meta de reduzir sua alavancagem financeira para menos de 1,5 vez até o fim de 2029. O indicador estava em 3,0 vezes, considerando a relação entre dívida líquida e Ebitda e a liquidez disponível. O resultado representa uma queda de 2,3 vezes na comparação anual.

Situação financeira

A companhia concluiu o processo de recuperação judicial nos Estados Unidos, conhecido como Chapter 11, em fevereiro. A negociação envolveu credores, acionistas e arrendadores de aeronaves, além da conversão de parte da dívida em participação acionária, da entrada de novos recursos e da renegociação de obrigações.

Após a operação, a Azul comunicou uma redução de aproximadamente US$ 2,5 bilhões no conjunto de dívidas e contratos de arrendamento de aviões. O saldo de empréstimos e financiamentos passou de R$ 23,1 bilhões no fim de 2025 para R$ 9,9 bilhões em 30 de junho.

No segundo trimestre, a receita atingiu R$ 5 bilhões, mas a empresa registrou prejuízo de R$ 1 bilhão. O Ebitda ajustado recuou 55,4%, para R$ 510,1 milhões. O caixa diminuiu 39,2% em relação ao trimestre anterior e 20,8% na comparação anual, chegando a R$ 1,2 bilhão.

Em nota divulgada com o balanço, o CEO John Rodgerson classificou 2026 como um “ano de transição” e afirmou que a empresa começa o segundo semestre com um balanço mais forte. A Azul também busca elevar seu valor de mercado em 150% ante os atuais R$ 6,4 bilhões.

As ações da companhia terminaram o pregão de ontem com alta de 1,71%, cotadas a R$ 17,80.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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