A empresária Maria do Carmo Seffair (PL), candidata ao Governo do Amazonas com apoio do presidente Jair Bolsonaro, contratou George Wilde Silva de Oliveira como marqueteiro de campanha. O profissional é citado em um processo do Ministério Público Federal do Rio Grande do Norte que investiga um suposto esquema de desvio de dinheiro durante a campanha estadual de 2014.
No processo nº 0001430-69.2016.4.05.8400, uma acusação do MPF registra que George teria apresentado movimentação financeira acima dos rendimentos declarados. O documento afirma que isso indicaria o recebimento de valores de origem ilícita.
“George Wilde Silva de Oliveira apresentou movimentação financeira bem superior aos rendimentos declarados, especialmente no ano de 2014, o que indica o recebimento de valores de origem ilícita”, diz o trecho atribuído ao documento do Ministério Público Federal.
A decisão relacionada ao caso também autorizou o afastamento da inviolabilidade domiciliar de George, permitindo a entrada de agentes em sua residência para buscar elementos ligados às suspeitas investigadas.
Atuação política e vínculos citados
George afirma ter sido responsável pela reeleição do governador Wilson Lima em 2022. O texto, porém, atribui a condução estratégica daquela campanha a Alexandre Oltramari e Chico Mendez, enquanto George teria executado tarefas definidas pela dupla.
O marqueteiro também mantém publicações e registros de proximidade com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a ex-presidente Dilma Rousseff e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. A relação profissional com integrantes ligados ao Partido dos Trabalhadores teria começado em 2002, quando passou a trabalhar com Duda Mendonça e João Santana.
Duda Mendonça foi citado no texto por ter declarado, em depoimento à CPI dos Correios, o recebimento de cerca de R$ 15 milhões do PT por meio de caixa 2. Também é mencionado um pagamento de cerca de R$ 10 milhões por serviços prestados a políticos, entre eles Lula, na campanha presidencial de 2002, feito por depósito em uma conta nas Bahamas.
Maria do Carmo costuma criticar, nas redes sociais, condutas que considera antiéticas ou imorais. Recentemente, questionou a presença de políticos em camarotes de luxo durante o Festival Folclórico de Parintins. Não foi incluída manifestação da empresária sobre a contratação de George ou o processo citado.







