O vídeo de 33 segundos publicado por Maria do Carmo Seffair, pré-candidata do PL ao Governo do Amazonas, foi criticado por relativizar a relação entre poder político, dinheiro e interesses privados. Na gravação, ela afirmou que não viu nenhuma irregularidade no pedido de patrocínio feito por Flávio Bolsonaro a um banco para um filme.
A manifestação ocorreu quase dois dias depois de surgirem questionamentos sobre o senador e sua ligação com o caso Master. A avaliação apresentada é que o intervalo permitiu à pré-candidata refletir sobre a resposta, consultar aliados e definir a forma de abordar o episódio.
Maria do Carmo tratou o caso como algo que “nós já estamos acostumados a ver” e classificou a repercussão como uma “tempestade provocada por disputa eleitoral”. A crítica à declaração sustenta que o episódio não envolve apenas uma relação comercial, mas um banco associado a suspeitas, relações políticas e investigações.
Ética pública e caso Master
A análise também relaciona a fala da pré-candidata aos princípios da administração pública previstos no artigo 37 da Constituição: legalidade, moralidade e impessoalidade. Nesse entendimento, considerar normal que um senador peça dinheiro ao líder de um esquema financeiro bilionário representaria mais do que uma avaliação política equivocada.
O texto ainda menciona o histórico de investigações, relações controversas e proximidade política de Flávio Bolsonaro com figuras ligadas às milícias do Rio de Janeiro. No caso Master, afirma que novos detalhes sobre a atuação do grupo voltaram a trazer questionamentos.
Outro ponto destacado é que o banco recebeu dinheiro público, incluindo recursos do Amazonas. Mesmo assim, Maria do Carmo teria escolhido concentrar sua resposta na disputa eleitoral, em vez de discutir os fatos relacionados ao caso.
A conclusão apresentada é que, ao defender o aliado político, a pré-candidata teria exposto sua visão sobre o que considera normal nas relações institucionais. A crítica afirma que essa postura entra em conflito com a expectativa de quem pretende governar um estado e com os princípios constitucionais da administração pública.
Além do conteúdo, a produção do vídeo também foi questionada. O enquadramento, a estética e o tom foram descritos como improvisados e diferentes da comunicação sofisticada associada à pré-campanha. A avaliação, porém, é que o aspecto técnico ficou em segundo plano diante do posicionamento político apresentado na gravação.








