Manaus, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
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Por que helicópteros podem ser difíceis de localizar após um acidente

Relevo, cobertura de sinais, comunicação de emergência e clima influenciam operações de busca por aeronaves desaparecidas.

Por que helicópteros podem ser difíceis de localizar após um acidente

O helicóptero que transportava o cantor Rick, da dupla Rick & Renner, desapareceu na tarde de segunda-feira (21), durante o trajeto entre Porto Belo e a região de São Joaquim. A aeronave foi localizada após uma operação de busca que envolveu equipes de Santa Catarina e da Força Aérea Brasileira (FAB), com coordenação do SALVAERO Curitiba.

A dificuldade para encontrar uma aeronave mesmo com GPS, radares, satélites e celulares está relacionada à forma como os sinais são emitidos e recebidos. De acordo com o piloto comercial e pesquisador aeronáutico Eduardo Pellizzaro, o transponder fornece identificação, altitude e outros dados aos órgãos de controle, mas a cobertura depende dos sistemas disponíveis e das características do terreno.

Na Serra Catarinense, vales e elevações podem bloquear a comunicação entre a aeronave e equipamentos instalados em solo. Voos em altitudes menores também podem dificultar a recepção dos sinais, ampliando a área que precisa ser pesquisada.

Sinais de emergência

O piloto pode indicar uma emergência pelo código específico do transponder ou por uma chamada nas frequências aeronáuticas. A aeronave também pode contar com o ELT, equipamento que significa Transmissor Localizador de Emergência.

O dispositivo pode ser acionado pelo impacto ou manualmente pela tripulação. Depois disso, transmite um alerta que auxilia as equipes a identificar o local do acidente. Balizas mais modernas podem enviar sinais captados pelo sistema internacional de satélites COSPAS-SARSAT. No Brasil, essas informações são processadas pelo Centro Brasileiro de Controle de Missão, o BRMCC, que integra o Sistema de Busca e Salvamento Aeronáutico da FAB.

Quando nenhum desses sinais está disponível, os investigadores e equipes de busca precisam combinar diferentes referências. No caso ocorrido em Santa Catarina, foram considerados dados como a última comunicação e o último sinal conhecido de celular de um dos ocupantes. Os pontos de procura chegaram a ficar separados por dezenas de quilômetros.

Meteorologia e operação de busca

As condições meteorológicas registradas durante o desaparecimento também fazem parte da análise. Santa Catarina enfrentava instabilidade e condições adversas no período. Pellizzaro afirmou que não é possível indicar uma causa única antes da conclusão da investigação, porque acidentes aeronáuticos podem resultar de uma sequência de eventos.

A apuração técnica deve reconstruir essa sequência e avaliar a participação de cada fator. A meteorologia é um dos elementos analisados, mas não permite, isoladamente, determinar o que provocou a queda.

A operação contou, entre outros recursos, com um helicóptero H-60 Black Hawk e uma aeronave SC-105 Amazonas. O modelo utilizado em missões de busca dispõe de sensores eletro-ópticos e infravermelhos, capazes de identificar diferenças térmicas e auxiliar em condições de baixa luminosidade.

Estrutura brasileira de salvamento

O Sistema de Busca e Salvamento Aeronáutico (SISSAR) é coordenado pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA). A estrutura atende uma área de responsabilidade de aproximadamente 22 milhões de quilômetros quadrados, que inclui o território brasileiro e uma faixa do Oceano Atlântico.

Os Centros de Coordenação de Salvamento Aeronáutico, conhecidos como SALVAERO, analisam as informações disponíveis, definem as áreas de busca e organizam os recursos necessários. Entre as unidades especializadas está o Esquadrão Pelicano, sediado em Campo Grande (MS).

A localização rápida depende da quantidade e da qualidade dos dados recebidos. Sem uma comunicação de emergência ou um sinal preciso, as equipes precisam reduzir progressivamente a área provável com base em posições conhecidas, relatos e informações de celulares.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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