Manaus, Sexta-feira, 18 de setembro de 2026
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Aie-aie usa som, dentes e um dedo fino para encontrar larvas

Lêmure noturno de Madagascar combina batidas no tronco, incisivos e tato para capturar alimento escondido na madeira.

O aie-aie é um lêmure noturno de Madagascar que localiza larvas escondidas na madeira usando uma combinação de audição, dentes e tato. O animal bate rapidamente nos troncos, analisa a ressonância e, quando identifica uma área promissora, abre a superfície com os incisivos.

Depois, introduz o terceiro dedo, extremamente fino e flexível, em cavidades estreitas. A ponta alcança e retira a presa com movimentos rápidos e precisos. Essa sequência é conhecida como forrageamento percussivo e permite restringir a busca antes de gastar energia abrindo a madeira.

Adaptações para a vida noturna

Os olhos grandes ajudam o aie-aie a enxergar com pouca luz, enquanto as orelhas móveis captam sons discretos. Seus incisivos crescem continuamente e lembram os de roedores, embora o animal seja um primata.

As características estão relacionadas à vida entre galhos e à necessidade de encontrar alimento que não está visível. Além de larvas, o aie-aie também come frutos, sementes e néctar. A técnica para retirar presas da madeira é comparada a estratégias de aves que perfuram troncos, algo incomum entre primatas.

A caça segue quatro etapas: tamborilar e escutar, localizar uma possível cavidade, roer uma abertura e extrair a larva com o dedo. O comportamento é apresentado em um vídeo do canal do YouTube Nat Geo Animals.

Ameaças e crenças

Em algumas comunidades malgaxes, tradições associam o aie-aie a presságios. Essas crenças, porém, não descrevem seu comportamento biológico. O animal evita contato com pessoas e passa grande parte da noite procurando alimento.

A morte de indivíduos motivada pelo medo e a perda de floresta ameaçam populações já vulneráveis. A conservação depende do respeito às tradições locais e do trabalho com as comunidades.

O desaparecimento da floresta também ameaça uma combinação de audição, dentição e destreza aperfeiçoada durante milhões de anos. Com ela, seria perdida uma especialização formada pelo próprio corpo do primata: detector, abridor e gancho para alcançar alimento escondido.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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