AUSTRÁLIA — O nascimento de filhotes confirmou que populações de mamíferos reintroduzidas em reservas australianas estão se reproduzindo. O resultado foi registrado após uma década de manejo voltado à proteção de áreas contra gatos ferais e raposas.
O trabalho foi realizado em três reservas ecológicas: Mallee Cliffs, Pilliga e Sturt. Cercas perimetrais foram instaladas para impedir a entrada dos predadores e delimitar espaços protegidos para a fauna nativa.
A parceria entre uma organização conservacionista e o poder público estadual garantiu recursos para a gestão contínua das reservas. As equipes também fazem a manutenção das estruturas e acompanham os índices de biodiversidade.
Retorno de espécies
Treze espécies ameaçadas, que haviam desaparecido regionalmente, foram reintroduzidas nas áreas protegidas. Entre os animais estão o bilby e o numbat, que voltaram a ocupar os habitats depois de períodos de ausência que, em determinadas localidades, ultrapassaram cem anos.
O monitoramento não se limitou à soltura dos animais. A identificação de filhotes indicou a formação de populações reprodutivas nas áreas isoladas e confirmou a continuidade do processo de recuperação.
Manejo das reservas
Com a retirada dos predadores invasores dos recintos, matas e planícies recuperaram características do ambiente original. A redução da pressão da predação criou condições para o retorno de pequenos mamíferos vulneráveis.
As equipes responsáveis pelo projeto mantêm as cercas, acompanham a reprodução das populações reintroduzidas e controlam a vegetação nativa para evitar a degradação dos habitats. O monitoramento constante também busca impedir a reinvasão por predadores terrestres.
A experiência acumulada ao longo de uma década consolidou o cercamento como uma ferramenta de conservação contra o declínio da fauna. O projeto mostrou que espécies ausentes há mais de cem anos podem voltar a prosperar quando encontram áreas protegidas e condições adequadas de sobrevivência.







