Manaus, Sexta-feira, 18 de setembro de 2026
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Anfisbena: o réptil brasileiro que vive sob o solo

A Amphisbaena alba tem corpo anelado, não possui patas e pode ser confundida com uma cobra ou uma minhoca.

A Amphisbaena alba é um réptil sem patas encontrado no Brasil e adaptado à vida subterrânea. Com corpo alongado, claro e coberto por anéis, o animal pode ser confundido com uma minhoca grande ou com uma serpente. A aparência, porém, não indica que ele tenha vindo de outro continente.

A espécie é conhecida popularmente como cobra-de-duas-cabeças, embora tenha uma única cabeça. A extremidade oposta pode parecer arredondada e semelhante à cabeça, especialmente quando observada rapidamente. Essa semelhança não significa que o animal tenha dois cérebros, duas bocas ou capacidade de atacar pelos dois lados.

Adaptação à vida subterrânea

O corpo cilíndrico e a região anterior robusta ajudam a anfisbena a avançar por espaços estreitos no solo. A cabeça abre caminho, enquanto o corpo acompanha o túnel. Nesse ambiente, a ausência de pernas grandes facilita a circulação.

Os anéis visíveis são formados pela organização das escamas de réptil. Eles não correspondem a segmentos iguais aos de uma minhoca. A anfisbena também não é uma cecília, anfíbio alongado que pode receber o apelido de cobra-cega. Nomes populares semelhantes podem ser usados para animais de grupos diferentes.

Um estudo de Guarino Colli e Dario Zamboni sobre Amphisbaena alba no Cerrado registrou alimentação variada, com destaque para insetos como besouros e formigas. A espécie, portanto, participa das relações ecológicas entre os organismos do solo.

Como agir ao encontrar o animal

A vida subterrânea faz com que os encontros ocorram apenas em alguns momentos, como durante uma chuva ou uma atividade no jardim. A aparição isolada não permite afirmar que existe infestação, contaminação do terreno ou que outros animais chegarão ao local.

A anfisbena não é uma serpente peçonhenta e não tem o sistema de inoculação de veneno característico dessas serpentes. Ainda assim, pode morder se for agarrada ou se sentir ameaçada. A recomendação é manter distância, afastar crianças e animais domésticos e buscar orientação ambiental quando o réptil não conseguir sair da situação.

Não se deve tocar no animal para tentar diferenciar a cabeça da cauda, nem usar enxadas, golpes ou métodos improvisados de captura. Se houver mordida, a região deve ser lavada e a pessoa deve procurar avaliação de saúde, sobretudo em caso de lesão importante ou piora.

Reconhecer a anfisbena ajuda a evitar que um réptil seja confundido com uma cobra e morto por causa de uma característica que ele não possui. A observação à distância e o pedido de ajuda são suficientes quando a identificação não estiver clara.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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