Manaus, Sexta-feira, 18 de setembro de 2026
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Niquim se camufla na areia e pode ferir quem pisa ou tenta segurá-lo

Peixe espera presas em fundos rasos e usa espinhos com veneno como defesa quando é pressionado ou manuseado.

O niquim usa a camuflagem para caçar sem perseguir. Parcialmente enterrado ou apoiado em fundos de areia e lodo, ele mantém apenas os olhos acompanhando o movimento ao redor. Quando um peixe ou pequeno crustáceo se aproxima, o animal faz uma arrancada curta e captura a presa com a sucção de sua boca ampla.

A estratégia depende do corpo achatado, da posição dos olhos e da escolha do ponto de espera. Estuários, manguezais e áreas rasas com sedimentos e variação de maré favorecem esse comportamento. Nesses ambientes, o peixe pode se confundir com uma pedra, uma folha ou uma irregularidade do fundo. A imobilidade economiza energia e evita que o predador seja percebido antes do ataque.

Por que o niquim oferece risco

Espécies do gênero Thalassophryne, presentes em águas brasileiras, têm espinhos associados a glândulas de veneno. Estruturas localizadas nas costas e próximas às brânquias podem inocular a substância quando o peixe é pressionado ou segurado.

O contato geralmente ocorre quando alguém pisa no animal ou tenta retirar um exemplar preso em rede ou anzol. A ferroada pode causar dor intensa, inchaço e lesão no local. O risco é maior ao caminhar descalço em água turva ou ao manusear um peixe desconhecido.

Pescadores devem usar equipamento de proteção apropriado e seguir orientações locais. Luvas improvisadas e toalhas não garantem proteção contra os espinhos. Banhistas podem diminuir o risco evitando andar descalços em áreas conhecidas pela presença do niquim.

Em caso de ferroada, a pessoa deve sair da água com segurança, evitar apoiar o membro ferido e procurar atendimento. Não se deve cortar o local, chupar o ferimento ou tentar retirar estruturas profundas sem avaliação. Água quente pode ser usada em alguns acidentes com peixes peçonhentos, desde que haja orientação e cuidado para evitar queimaduras; a medida não substitui o atendimento.

Defesa e caça usam mecanismos diferentes

O veneno não é empregado para capturar a presa. A alimentação depende da posição, da aproximação do animal e de um movimento rápido a curta distância. Já os espinhos atuam principalmente como defesa contra predadores ou contra quem comprime e segura o niquim.

Um vídeo brasileiro selecionado mostra um peixe de emboscada camuflado no fundo e reforça a necessidade de observar o local antes de pisar. Nomes populares como peixe-pedra podem designar animais diferentes, mas a imagem ilustra o princípio da camuflagem: um predador imóvel pode permanecer visualmente escondido até o instante do ataque.

A orientação é observar de longe e não levar o peixe à mão, apertá-lo ou continuar pescando apesar da dor. Alteração de cor, sinais de infecção ou piora exigem retorno ao serviço de saúde.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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