Manaus, Sexta-feira, 18 de setembro de 2026
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Associações levam ao MP-AM denúncia contra Alberto Neto por salários recebidos na PMAM

APEAM e AMAM afirmam que o deputado recebeu valores indevidos enquanto ocupava cargo na Polícia Militar do Amazonas.

Associações de policiais denunciam Alberto Neto no MPAM por enriquecimento ilícito

As associações de Praças do Estado do Amazonas (APEAM) e dos Militares do Estado do Amazonas (AMAM) protocolaram nesta terça-feira (22), no Ministério Público do Amazonas (MP-AM), uma denúncia contra o candidato a prefeito de Manaus e deputado federal Capitão Alberto Neto (PL). O documento aponta suspeitas de enriquecimento ilícito, improbidade administrativa, crime contra a administração pública, peculato de uso e crime eleitoral.

Gerson Feitosa, presidente da APEAM, e o coronel Claudemir dos Santos Barbosa, presidente da AMAM, afirmam que Alberto Neto recebeu R$ 177 mil de forma indevida como Major da Ativa da Polícia Militar do Amazonas (PMAM) durante 8 meses, embora já exercesse o mandato de deputado federal. Segundo as associações, os pagamentos fizeram a remuneração ultrapassar o teto constitucional, baseado no subsídio de um ministro do STF.

Em 2019, após a repercussão do caso, Alberto Neto informou que devolveria a diferença. De acordo com Gerson Feitosa, ele depois negou a devolução. O presidente da APEAM considera que a conduta pode configurar crime contra a administração pública e enriquecimento ilícito.

Valores questionados

As associações calculam que, apenas pela diferença entre os salários de Capitão e Major, o valor a devolver seria de R$ 114.982,11. Pela regra do teto constitucional, o cálculo referente aos 8 meses chega a R$ 177.339,54. Na época, o salário de um ministro do Supremo Tribunal Federal estava na casa dos R$ 39,2 mil.

A denúncia também questiona a promoção de Alberto Neto de Capitão para Major e a aposentadoria no posto. Considerando uma diferença mensal de R$ 5.606,75 durante 69 meses, o valor apontado é de R$ 386.824,35, sem correções. Somado à diferença constitucional, o total chega a R$ 564.163,89.

Com a correção pela inflação de 2019 a 2023, de 29,30%, as associações estimam uma devolução superior a R$ 729.463,90.

Questionamento sobre a candidatura

Claudemir dos Santos Barbosa afirma ainda que Alberto Neto teria cometido crime eleitoral em 2018 ao não se afastar da corporação para disputar um cargo político. Segundo o presidente da AMAM, entre julho e novembro daquele ano, ele participou do Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais (CAO), buscando a promoção de Capitão para Major.

As entidades sustentam que o candidato não poderia ter sido promovido durante o processo eleitoral. Também afirmam que, depois de eleito deputado federal, ele teria direito apenas à remuneração de Capitão da reserva, de R$ 7,8 mil. Em janeiro de 2019, porém, teria recebido R$ 26.306,99 como Major da ativa. Somado ao salário de deputado, o total teria chegado a R$ 60.069,99.

Segundo Gerson Feitosa, a devolução estimada em mais de R$ 729 mil poderia financiar a compra de uniformes completos ou de pistolas usadas pela corporação.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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