O senador Plínio Valério (PSDB-AM), candidato à reeleição pelo Amazonas, afirmou durante uma sabatina da Rede Amazônica que manterá os confrontos públicos com a ministra Marina Silva. Na mesma entrevista, classificou o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) como “a maior câncer que tem neste país”.
Questionado pelo jornalista Brenno Cabral sobre as críticas à ministra, Plínio disse que não pretende mudar sua postura enquanto Marina Silva não pedir desculpas à população do Amazonas. Ao ser perguntado sobre como esse comportamento ajudaria na defesa dos interesses do estado, afirmou que está no Amazonas para defender o estado e os amazonenses.
O senador também declarou que os eleitores conhecem seu estilo político e podem escolher outro candidato caso não concordem com sua forma de atuação.
Críticas ao ICMBio
Ao falar sobre sua participação na CPI das ONGs no Senado, Plínio criticou a atuação do ICMBio e defendeu que o órgão considere as dificuldades enfrentadas pelas populações amazônicas. Ele citou restrições relacionadas à pesca do pirarucu e mencionou uma área de conservação localizada em Itacoatiara.
Segundo o senador, a proteção ambiental deve ser conciliada com as necessidades da população. Na avaliação apresentada durante a sabatina, regras aplicadas em áreas protegidas podem atingir comunidades que dependem de atividades tradicionais. Ele também afirmou que a população enfrenta quase 60% de pobreza.
Em outro momento, Plínio reclamou do tempo destinado às respostas e disse: “Eu não gosto quando a minha voz é calada”. O jornalista respondeu que ainda haveria espaço para as considerações finais.
Zona Franca de Manaus
Plínio afirmou que não domina tecnicamente todos os aspectos tributários da Zona Franca de Manaus e que recorre a consultores do Senado para tratar de questões específicas. Ele destacou que defender o modelo é reconhecer a importância dos empregos e declarou ter feito mais de 800 pronunciamentos sobre a Zona Franca na tribuna do Senado.
Entre as ações mencionadas pelo parlamentar estão a autonomia do Banco Central, medidas para ampliar a realização de mamografias pelo SUS a partir dos 40 anos e propostas de acessibilidade para pessoas autistas em estádios.







