A renovação do cadastro de Alberto só foi concluída dias depois, quando a consulta passou a exibir os dados corrigidos. Na primeira tentativa, o sistema indicava que o titular havia falecido, embora ele tivesse apresentado o documento e estivesse diante da atendente.
O problema não estava na identificação feita no balcão. A funcionária conseguia confirmar quem estava ali, mas não tinha permissão para modificar a informação. O dado era consultado automaticamente em outra base, e a tela não apresentava uma certidão de óbito nem explicava a origem da classificação.
Registro incorreto em outra base
Alberto pediu um protocolo com a descrição do impedimento, o número do atendimento, a data e a origem informada. Sem a renovação concluída, ele deixou o local com um registro formal para acompanhar a correção.
A dificuldade aumentou quando um segundo serviço apresentou uma restrição associada ao mesmo status. Isso indicava que a informação havia chegado a mais de um cadastro. Para não depender apenas de contatos telefônicos, Alberto passou a anotar qual sistema gerava o bloqueio e qual equipe receberia o pedido de alteração.
As orientações recebidas foram diferentes. Em uma ligação, disseram que seria suficiente atualizar o endereço. Em outra, explicaram que endereço e status eram campos distintos. A revisão do histórico esclareceu o caso: durante uma atualização, um registro antigo fora ligado ao identificador errado. O dado de outra pessoa acabou associado ao cadastro de Alberto.
Pedido de correção
A equipe responsável orientou a apresentação dos documentos e o pedido de ajuste na base de origem. Alberto também consultou a Lei Geral de Proteção de Dados, Lei 13.709/2018. O artigo 18, inciso III, prevê a correção de dados incompletos, inexatos ou desatualizados.
A correção na origem, porém, não significava que os demais sistemas seriam atualizados imediatamente. Alberto precisou verificar os serviços em que o bloqueio aparecera e perguntar como a mudança seria comunicada. Em uma dessas consultas, a atendente localizou o pedido anterior e informou que seria necessário atualizar a consulta.
Ele guardou documentos, confirmações e datas em um caderno. Também evitou compartilhar imagens das telas em grupos de mensagens, porque os registros continham informações pessoais.
Na volta ao local, a atendente conferiu o documento, consultou o cadastro atualizado e concluiu o procedimento sem a interrupção anterior. A situação gerou brincadeiras cuidadosas na família, mas também consumiu tempo e impediu tarefas comuns. O dado incorreto foi corrigido depois que a origem do vínculo errado foi localizada e o pedido formal foi encaminhado.







