Manaus, Sexta-feira, 18 de setembro de 2026
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Cadeira em apartamento vazio era movida por vento, cortina e piso inclinado

Uma moradora registrou os ruídos e descobriu que uma corrente de ar deslocava a cadeira durante a madrugada.

Cadeira em apartamento vazio era movida por vento, cortina e piso inclinado

Elisa ouvia, quase todas as madrugadas, o som de uma cadeira sendo arrastada no apartamento acima do seu. O ruído começava perto da cozinha, percorria alguns metros e terminava com uma batida. O imóvel, porém, estava vazio havia quase um ano, conforme confirmou o porteiro.

No início, Elisa atribuiu os sons ao prédio antigo, que tinha canos estalando, portas vibrando e um elevador barulhento. A cadeira, no entanto, parecia seguir sempre o mesmo caminho e o episódio ocorria praticamente no mesmo horário, com força suficiente para acordá-la.

Verificações no apartamento

A moradora gravou o áudio no telefone e anotou os dias em que ouviu o barulho. O antigo morador havia se mudado, a unidade aguardava reforma e nenhuma visita estava registrada. A chave permanecia com a administradora, enquanto não havia funcionários trabalhando à noite.

O condomínio entrou em contato com o proprietário, que morava em outra cidade. Até a autorização para entrar no imóvel, foram observadas a porta, as câmeras do corredor e as janelas. Nada indicava invasão. Elisa também desligou aparelhos em casa para verificar se o ruído poderia partir do próprio teto.

Para identificar um padrão, ela deixou o telefone gravando durante três madrugadas e registrou a duração, a intensidade e o clima de cada ocorrência. Os áudios não tinham vozes, passos nem abertura da porta do corredor.

Ao comparar as gravações, Elisa percebeu que o barulho acontecia alguns minutos depois de uma corrente de ar mais forte atingir a fachada. A cortina de seu quarto também se movia nesses momentos, embora a janela estivesse apenas entreaberta.

A origem do ruído

O apartamento superior ficava na esquina mais exposta do prédio. Dias antes do início dos sons, uma tempestade havia danificado uma trava. Durante uma rajada, Elisa e o responsável pelo condomínio ouviram o arrasto quase ao mesmo tempo. As câmeras não registraram movimento, e a porta permaneceu imóvel.

Depois que o proprietário autorizou a entrada, foram encontradas poeira uniforme e nenhuma pegada recente. Na cozinha havia uma cadeira leve de metal, uma janela parcialmente aberta e uma cortina solta. O piso era inclinado, e uma das pernas do móvel deslizava sobre um pedaço liso de papelão deixado após a mudança.

A corrente de ar prendia a cortina ao encosto da cadeira e deslocava o móvel alguns centímetros. Quando o tecido se soltava, a cadeira voltava pelo piso e batia na parede. À noite, a mudança na direção do vento e o corredor entre os edifícios canalizavam o ar para a janela. O silêncio do prédio também fazia o movimento parecer mais intenso.

O responsável fechou a janela, retirou a cadeira e fotografou o defeito na trava. Depois disso, o móvel foi guardado longe da abertura e não voltou a se mover. Elisa deixou de gravar o teto e retomou sua rotina, após descobrir que o ruído era provocado pela combinação de vento, cortina, papelão e inclinação do piso.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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