O camu-camu é uma fruta pequena, de sabor bastante ácido e conhecida pela concentração de vitamina C. Nativo da Amazônia Ocidental, o fruto tem polpa suculenta e reúne características que despertam o interesse de pesquisadores e da indústria de alimentos.
Aparência e maturação
Conhecido cientificamente como Myrciaria dubia, o camu-camu pertence à família Myrtaceae, assim como a jabuticaba e a goiaba. A planta cresce principalmente perto de rios e lagos e em terrenos sujeitos a inundações na região amazônica, onde apresenta resistência a períodos de alagamento.
O fruto é arredondado, tem superfície lisa e costuma medir de 2 a 4 centímetros de diâmetro. Durante o amadurecimento, a casca pode passar do rosa ao vermelho-escuro ou ao arroxeado. Alguns exemplares também podem pesar mais do que outras frutas amazônicas de tamanho semelhante.
Concentração de vitamina C
A principal característica do camu-camu é a presença de ácido ascórbico, nome científico da vitamina C. Estudos da Embrapa identificam o fruto como uma das fontes naturais mais expressivas dessa vitamina, mas os valores variam conforme a variedade, o estágio de maturação, a região de cultivo e o processamento.
Pesquisas com diferentes genótipos encontraram concentrações elevadas na polpa e na casca. Em alguns materiais analisados, o índice ultrapassou 1.700 miligramas de vitamina C por 100 gramas de polpa. A variação entre os frutos impede que esse valor seja aplicado a todos os exemplares.
Acidez e formas de consumo
Análises físico-químicas da Embrapa identificaram pH baixo e acidez titulável elevada em diferentes genótipos. O ácido cítrico está entre os compostos associados ao gosto azedo da polpa, cuja intensidade pode mudar conforme o amadurecimento e a variedade.
Por causa desse perfil, o camu-camu costuma ser combinado com açúcar ou outras frutas. A polpa pode ser usada em sucos, néctares, sorvetes, geleias, doces e outras bebidas ou sobremesas. Também pode ser processada e congelada, o que facilita seu armazenamento e transporte.
Além da vitamina C, a polpa e a casca contêm outros compostos bioativos. Essa composição pode mudar de acordo com o genótipo, a maturação e o método de processamento.







