A physalis é uma pequena baga envolvida por uma estrutura que lembra uma lanterna de papel. Apesar de aparecer associada ao continente africano em alguns conteúdos, a espécie mais ligada ao cultivo comercial no Brasil, a Physalis peruviana, é nativa da América do Sul.
A aparência semelhante a uma lanterna não vem de uma casca ou embalagem natural. Trata-se do cálice da flor, que cresce e fica inflado depois da polinização, envolvendo o fruto em desenvolvimento. Estudos científicos descrevem essa característica como uma espécie de “lanterna chinesa” do gênero Physalis.
Fruto e origem
O gênero reúne cerca de uma centena de espécies, e a maioria tem origem nas Américas. Conforme registros do Kew, a distribuição nativa da Physalis peruviana se estende entre a Bolívia e o oeste do Brasil. O cultivo da espécie também chegou a outras partes do mundo, incluindo regiões da África.
A fruta pode amadurecer em tons amarelos, alaranjados ou avermelhados, enquanto permanece protegida pelo cálice inflado. Em algumas espécies, essa estrutura externa continua verde durante o amadurecimento e depois ganha aparência seca, semelhante a papel.
Características da planta
A Physalis peruviana é uma planta herbácea ou subarbustiva. O Kew registra exemplares com altura entre aproximadamente 0,3 e 2,5 metros, flores individuais e frutos envolvidos pelo cálice aumentado.
Durante o ciclo, primeiro surgem as flores. Em seguida, o cálice cresce ao redor do fruto. Quando as estruturas pendentes aparecem em maior quantidade pelos ramos, a planta adquire o aspecto associado à fruta.
Cuidados no cultivo
A Embrapa destaca tutoramento, condução, poda, desbrota e adubação entre as práticas usadas no cultivo comercial da espécie no Brasil. Temperatura e umidade também influenciam o desenvolvimento e a produção.
Estudos sobre a cultura indicam que frio, calor, seca ou excesso de umidade podem prejudicar a planta. O cultivo deve considerar o clima da região, além de oferecer boa luminosidade e solo bem drenado.







