A jabuticabeira pode apresentar pequenas estruturas no tronco e nos ramos antes de uma nova florada. A característica faz parte da caulifloria, hábito em que flores e frutos se desenvolvem em partes lenhosas da planta, e não apenas nas pontas dos ramos novos.
Por isso, pontos e pequenos agrupamentos que surgem em ramos antigos não indicam necessariamente soltura da casca ou doença. Quando a floração começa, flores brancas com muitos estames podem cobrir partes da árvore e formar um aspecto esbranquiçado próximo à superfície do tronco e dos galhos.
Como ocorre a floração
Os ramos concentram estruturas que darão origem às flores e aos frutos. Estudos descrevem esses ramos como delgados e indicam que a jabuticabeira pode florescer mais de uma vez ao ano, de acordo com as condições e com o tipo de planta. Assim, uma árvore que já produziu frutos pode voltar a mostrar sinais de atividade reprodutiva em outro período.
O calendário das floradas varia entre as plantas. Dados da Embrapa indicam que, para Plinia cauliflora, a floração pode ocorrer de julho a agosto e novamente de novembro a março. Estudos realizados em outras condições de cultivo registram períodos diferentes. Temperatura, chuvas, local e características da própria planta estão entre os fatores relacionados a essa variação.
Depois da formação das estruturas florais, aparecem flores brancas agrupadas ao longo do tronco e dos ramos. A espécie é reconhecida nessa fase porque as flores ficam próximas da superfície lenhosa. Após a abertura, ocorre a polinização e, quando a fecundação é bem-sucedida, os frutos começam a se desenvolver no mesmo local.
Sinais naturais e problemas na casca
Alterações na casca ou pontos de onde surgirão flores não significam, sozinhos, que a árvore esteja doente. A observação deve considerar o conjunto de sinais: quando as mudanças aparecem no tronco e nos ramos e depois são acompanhadas por botões ou flores, podem fazer parte do ciclo reprodutivo da espécie.
Apodrecimento, feridas profundas, secreções, manchas que aumentam rapidamente ou perda de resistência do tronco exigem uma avaliação mais cuidadosa. Raspar a casca para tentar acelerar a florada também não é recomendado, porque a jabuticabeira utiliza naturalmente o tronco e os ramos como locais de produção. Observar a evolução da planta ao longo das semanas ajuda a identificar se a mudança está relacionada à próxima florada.







