O Wildlife Institute of India registrou 586 crocodilos no arquipélago indiano de Andamão e Nicobar durante expedições realizadas entre fevereiro e março de 2026. Os animais foram encontrados em 91 canais aquáticos distribuídos pelos pontos avaliados.
A equipe selecionou 173 enseadas para a vistoria. Quase 47% dos espécimes estavam concentrados na divisão de Little Andaman e Nicobar, uma das áreas monitoradas no levantamento.
Método usado no levantamento
Antes das buscas, mais de quinhentos profissionais foram treinados em nove divisões florestais. Os biólogos utilizaram o método de observador duplo dependente, voltado ao registro dos animais e à redução de falhas nas inspeções visuais.
Cada trecho foi percorrido quatro vezes: duas durante o dia e duas à noite, em rondas consecutivas. A estratégia permitiu estabelecer uma contagem mínima confiável para cada localidade e mapear a distribuição dos crocodilos nas áreas costeiras e margens fluviais.
Três das cento e setenta e seis enseadas mapeadas não foram vistoriadas. Os barcos não conseguiram chegar a esses locais por causa de barreiras geográficas, marés desfavoráveis e formações densas de mangue. Por isso, os 586 animais correspondem a uma contagem mínima observada, e outros espécimes podem não ter sido detectados na vegetação costeira.
Incidentes com pessoas
O histórico local reúne trinta e seis ocorrências envolvendo pessoas e animais ao longo de quatro décadas. Os incidentes aumentaram cerca de 75% depois do tsunami de 2004. Quase 75% dos avistamentos e confrontos ocorrem entre junho e dezembro, durante a estação chuvosa.
Entre os fatores associados aos episódios estão a criação de animais próxima aos manguezais, o descarte de restos de alimentos ricos em proteínas em praias e enseadas turísticas e a circulação sem controle nas margens fluviais durante a temporada reprodutiva.
Uso dos dados para conservação
O mapeamento indica as áreas de maior concentração dos crocodilos e pode apoiar a definição de zonas de proteção. As informações também permitem planejar barreiras preventivas para proteger vilarejos ribeirinhos e visitantes, conciliando a conservação dos animais com a segurança das pessoas.







