Manaus, Domingo, 20 de setembro de 2026
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Complexo do Pantanal protege 187.818 hectares e abriga fauna diversa

Área reconhecida pela UNESCO reúne quatro unidades de conservação e depende do ciclo de cheias e secas para sustentar a biodiversidade.

O Complexo de Áreas Protegidas do Pantanal reúne 187.818 hectares no Centro-Oeste brasileiro e foi reconhecido pela UNESCO como Patrimônio Mundial Natural em 2000. A área corresponde a cerca de um vírgula três por cento do Pantanal brasileiro e protege ecossistemas aquáticos importantes para a conservação da biodiversidade.

O território é formado por quatro unidades contíguas: o Parque Nacional do Pantanal Matogrossense e as reservas de Acurizal, Penha e Dorochê. Juntas, elas preservam habitats associados a rios, planícies inundáveis, lagoas e áreas de vegetação florestal.

Ciclo das águas

Durante a estação chuvosa, os rios Cuiabá e Paraguai transbordam e ocupam grandes áreas da planície. A inundação cria lagos rasos, leva nutrientes ao solo e favorece a reprodução de peixes. Na estiagem, a água retorna gradualmente aos canais principais. As lagoas que permanecem concentram peixes, atraem aves e répteis e permitem o crescimento de pastagens consumidas por herbívoros.

A baixa declividade do relevo desacelera o escoamento da água. Com isso, a planície funciona como um filtro natural para a água doce. Na porção ocidental, a Serra do Amolar atua como uma barreira geográfica e oferece corredores para a fauna e áreas secas durante as cheias. O relevo também abriga formações e tipos de vegetação florestal considerados raros no complexo.

Fauna e pesquisa

A área protegida abriga onças-pintadas, ariranhas, araras-azuis e cervos-pantaneiros. As onças caçam nas matas ciliares; as ariranhas ocupam rios e corixos; e as araras encontram alimento em capões florestais e palmeirais. Os cervos circulam por campos alagados, enquanto os peixes usam lagoas temporárias para a desova.

A navegação pelos canais protegidos permite observar animais em seu habitat natural e é associada ao ecoturismo e ao turismo responsável. Para estudantes e biólogos, o complexo funciona como área de pesquisa sobre ciclos climáticos e hidrológicos. O acompanhamento contínuo das espécies produz dados para estratégias de conservação.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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